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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Cidadania que passa pelo bolso


Choro e ranger de dentes por causa do liseu que dizem as fontes oficiais existir nos cofres cujas chaves estão com a governadora Rosalba Ciarlini.

Titular de planejamento, Obery Rodrigues sugeriu que a Parcela Autônoma de Equivalência, o auxílio-paletó pago a membros da magistratura e Ministério Público, fosse suspenso.

A ideia provocou nota de repúdio da desembargadora Judite Nunes, que quer acabar com a GTNS dos servidores do Judiciário, mas, como é mesmo que ela diz, não tolera  "tentar se estabelecer qualquer correlação entre o pagamento da PAE e eventuais dificuldades que tenha o Estado para efetuar o pagamento da folha do Executivo. São orçamentos distintos e valores totalmente diversos".

São distintos apenas formalmente. Mas na prática a fonte é uma só: os impostos extraídos do bolso do contribuinte.

Na briga ninguém se entende.

O governo diz indispor de dinheiro mas alocou R$ 10 milhões em crédito suplementar para a divulgação de programas governamentais.

Daí o Judiciário dizer que não tem nada a ver com o assunto.

Mais ou menos assim: tem para proganda mas não para pagar os servidores e quer tirar o nosso auxílio-paletó? Não vem que não tem...

Aí cada um argumenta a seu sabor.

"É pelos servidores", grita o Executivo de um lado.

"Mas os poderes são independente", esbraveja o Judiciário, do outro.

Nessa briga me pergunto por onde passa a cidadania desse povo.

Pelo bolso. Tão somente. E apenas.

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