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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

E os salários?

Há muito tempo falamos e ouvimos falar sobre os fantasmas na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal de Natal.
Na campanha de 2008 chegaram a me falar da lista dos servidores da casa legislativa estadual. Em sendo verdade o que fora dito, havia uma enorme quantidade de personalidades do estado - muitos jornalistas -, que foram nomeados naquela casa mas que, dificilmente alguém já os viu trabalhando lá.
O mesmo se daria na Câmara.
Trocando em miúdos, a verdade seria que muito dinheiro público ao longo do tempo foi destinado a servidores que pouco ou nada trabalharam em prol da sociedade natalense e potiguar. No caso dos jornalistas, o dinheiro servia para tutelar e amordaçar os veículos e a crítica jornalística.
O advento da Lei de Acesso à Informação renovou a esperança pelo alcance da moralidade - e o enfrentamento dessas imoralidades.
Mas quem age com imoralidade não pode ter escrúpulo. E não tendo escrúpulos inventa a sua maneira de descumprir a lei.
Enoja.
As duas casas legislativas criaram a maneira de esconder seus possíveis fantasmas - e lançaram uma nuvem para confundir a opinião pública e nos manter na mais absoluta falta de transparência.
O que me importa saber se o técnico legislativo 1 ganha um salário de tantos reais se eu não tiver como saber se o tal técnico efetivamente trabalha, como foi nomeado e se tem capacidade e formação para exercer tal cargo. Sen divulgação dos nomes não temos como saber se outros casos como os de Thalita Moema - nomeada na Câmara para cargo de nível superior indevidamente - se repetem e quantos são esses.
Transparência e acesso a informações de araque que servem apenas para que o desvio de recursos públicos para bolsos privados prossigam.
Se é para publicar uma informação que não signifique nada é melhor nada publicar. Não tenham a desfaçatez de querer nos ludibriar, Ricardo Motta e Edivan Martins - logo vocês, beneficiários do #Caixa2doDEMnoRN em 2006...

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