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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Assepsia: Uma gestão que tinha medo de ser investigada

Em junho do ano passado estudantes, militantes sociais e cidadãos ocuparam a Câmara Municipal de Natal por 11 dias.
Naquele período, o personagem da gestão que mais se pôs no fogo para impedir a investigação dos contratos por meio de uma CEI foi o presidente da Câmara, Edivan Martins (PV).  Aquele mesmo a quem Carlos Augusto Rosado diz que vai dar R$ 50 mil nas gravações do #Caixa2doDEMnoRN.
Lembro que conversava com algumas pessoas do mundo político e do mundo do direito, analisando as ações de Edivan durante a ocupação, e a gente concluía que para o presidente colocar em xeque sua história e carreira política, o que poderia ser encontrado em uma investigação havia de ser muito grave.
A Operação Assepsia mostra o quanto a impressão estava correta.
Mas um outro personagem sinalizou o fracasso da gestão Micarla no episódio: o então Procurador Geral do Município, Bruno Macedo.  Bruno foi derrotado no STJ por ter cometido um erro crasso: apresentou o remédio jurídico errado para tentar desinstalar o acampamento Primavera Sem Borboleta da Câmara Municipal.  Foi derrotado por um grupo de estudantes de direito, acompanhados pelo advogado Daniel Pessoa.
Agora, pouco mais de um ano depois, descobrisse o protagonismo de Bruno Macedo no esquema denunciado pela Operação Assepsia.  A peça inicial do Ministério Público deixa claro que a ação do procurador municipal foragido, Alexandre Magno Alves de Souza, se dava em articulação com o seu chefe, Bruno Macedo.  Mas sobre Bruno falo no próximo post.
No fim desse post queria lembrar um fato.  Era uma tarde de quinta-feira (16.06.2011) quando cheguei à Câmara ocupada e dei de cara com fotos mostrando a retirada de diversos documentos do gabinete da presidência da Casa.  A ação, suspeita, nunca foi explicada.  Que documentos eram esses?







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