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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

O que é uma `gelada no Gurgel´?

http://blogdobarbosa.jor.br/?p=60042
Por  Carlos A. Barbosa 

O jornalista Paulo Henrique Amorim, que mantém o blog ConversaAfiada, divulga que um amigo seu navegante encontrou essa preciosidade (que segue abaixo) no fundo do baú da CPI do Cachoeira

- Uma série de ligações entre Carlos Cachoeira, Cláudio Abreu e o Senador Demóstenes Torres, entre os dias 11 e 12 de junho de 2011, confirma a versão do engenheiro Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do DNIT, na revista IstoÉ – "60% do Robanel seriam do Serra", – sobre um jantar que teria acontecido na casa de Cláudio Abreu.

Os telefonemas entre Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e Cláudio Abreu, da Delta, tinham como objetivo blindar Demóstenes de uma possível retaliação de Pagot.
O ex-chefe do DNIT se preparava para dar um depoimento à Comissão de Infraestrutura do Senado, em 12 de julho de 2011.

Pagot havia sido afastado do cargo por uma série de denúncias e Demóstenes, então Bastião da Ética no PiG (*), temia ser desmascarado no depoimento. 

O auxilio teria vindo do senador Blairo Maggi.

Segundo Cachoeira, "é o Blairo quem manda nele [Pagot] uai", a recomendação era para que o Catão do Cerrado (não confundir com o "Catão dos Pinhais") ficasse tranquilo.

Cachoeira pergunta se Pagot quer que o Senador faça alguma pergunta.

Pagot manda dizer através de um intermediário, Acácio, que não precisa do favor do Senador.

O depoimento será meramente técnico.

Em meio à negociação, Demóstenes e Cachoeira fazem duas citações enigmáticas ao brindeiro Gurgel.

A primeira no dia 11 de junho, a segunda no dia seguinte. Cachoeira diz a Demóstenes que precisa dar uma "gelada no Procurador Geral".

Clique Aqui para conferir

Obs do blog: Os áudios do Caixa 2 de Rosalba (atual governadora do Rio Grande do Norte), na campanha ao Senado em 2006, parecem que também foram congelados na PGR. Ninguém ouviu sequer falar na época sobre as interceptações do Ministério Público do Rio Grande do Norte, com autorização judicial, que subiram depois à PGR. Será que Demóstenes deu também uma "gelada no procurador geral?

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