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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Fernando Freire condenado a devolver R$ 16,5 milhões

O processo que condenou o ex-governador Fernando Freire diz respeito à concessão de Gratificações de Representação de Gabinete na vice-governadoria e no gabinete civil, entre 1999 e 2002, a pessoas sem qualquer vínculo com o serviço público, inclusive empregados domésticos.
O MP conseguiu provas que inclusive indicavam os nomes dos padrinhos políticos dos "laranjas".  Muitos sequer recebiam qualquer valor e os cheques-salários eram retirados e descontados por terceiros.  O esquema desviou cerca de R$ 11 milhões.  Fernando Freire foi condenado a devolver o valor, corrigido, além de pagar uma multa correspondente à metade do valor desviado, ou seja, R$ 5,5 milhões, um total de R$ 16,5 milhões.


O Diário da Justiça publicou na edição desta segunda-feira (25) sentença do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Ibanez Monteiro da Silva, condenando o ex-governador Fernando Freire a indenizar o erário em R$ 11 milhões, desviados através de pagamentos indevidos de diárias na época em que Freire foi vice e governador do Estado, entre 1995 e 2002, no caso conhecido por Escândalo dos Gafanhotos.

O juiz também fixou multa de R$ 5,5 milhões. Na sentença, o juiz ainda confirmou a indisponibilidade de bens do ex-governador, até então decretada em caráter liminar.

“De acordo com o conjunto probatório encartado no caderno processual, restou evidente a prática de atos de improbidade administrativa que provocaram lesão ao erário, configurados pela atribuição de verbas de gabinete a pessoas estranhas aos quadros do funcionalismo público”, destacou o magistrado em sua sentença.

Ibanez determinou ainda a “perda da função pública, ressaltando que, por já estar afastado da função pública na qual praticou tais atos, a perda da função pública deve corresponder à função atual, se eventualmente estiver exercendo o demandado; c) suspensão dos direitos pelo prazo de 08 (oito) anos, tendo em vista a reiteração das condutas, assim como a de outros processos em tramitação neste Juízo por prática de atos da mesma natureza”.

Também foi condenada Maria do Socorro Dias de Oliveira, secretária de Fernando Freire à época. Exceto a condenação de ressarcimento, também a ela foram estendidas as penalidades administrativas e judiciais imputadas a Freire.

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