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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#Caixa2doDEMnoRN: Leitores acreditam na gravidade e punição

Perguntei na semana passada, em enquete, o que os leitores achavam do #Caixa2doDEMnoRN.  Na verdade, a pergunta era se o caso se assemelhava, em gravidade, ao caso do Mensalão do DEM no Distrito Federal, que levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda.


Você acha que o #Caixa2doDEM no RN é tão grave quanto o Mensalão do DEM no DF, que levou à prisão de José Roberto Arruda?
Foram 189 votos.  48% dos leitores acharam que os casos são tão graves um quanto o outro e acham que a governadora Rosalba Ciarlini, seu marido Carlos Augusto Rosado e os demais envolvidos serão punidos.  Já um percentual menor, de 34%, consideram o caso grave mas acham que ninguém será punido.  Vinte e cinco pessoas, ou 13%, consideram que o caso não é grave, não passando de exploração política barata.  E apenas 3% dos leitores que participaram da enquete acham que o caso é grave, mas nem tanto.
Vários blogueiros - assim como os advogados de Rosalba - venderam à opinião pública a ideia ou de que os crimes prescreveram ou de que o caso tivesse sido arquivado.  Em nível do Ministério Público estadual ou o MPF regional, não houve arquivamento: os casos foram, por envolver personagens com foro especial, encaminhados para a Procuradoria Geral da República.  A prescrição do Caixa 2, que pode render cinco anos de prisão, se dará em 2018.
Desde a última segunda-feira a assessoria de imprensa da PGR busca informações sobre o caso, recebido pelo órgão em 2009.  Há a possibilidade de o caso estar tramitando em sigilo, uma vez que informações não estavam disponíveis.  

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