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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Veja parte para cima do Portal Brasil 247

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/57525/Acuada-Veja-ataca-a-imprensa-livre.htm

Veículos de comunicação, em todos os países livres, são mantidos por receita publicitária, tanto pública, como privada. É o caso do Brasil 247, primeiro jornal brasileiro desenvolvido para o iPad, e também da revista Veja. No nosso caso, a participação privada na receita total é substancialmente maior do que a oriunda de agentes públicos. Veja, além da receita publicitária tradicional, pública e privada, conta ainda com vendas de assinaturas para governos, em todas as esferas. A Abril, que edita Veja, também comercializa livros didáticos.

Nesta tarde, dia da primeira sessão da CPI instalada para investigar as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira, o repórter Gustavo Ribeiro, o mesmo que tentou invadir um quarto de hotel em Brasília, numa reportagem produzida a partir de vídeos entregues pela quadrilha investigada pela CPI, foi escalado para realizar mais um trabalho sujo. Subordinado ao jornalista Policarpo Júnior, Ribeiro tentou constranger anunciantes públicos e privados do 247 a fornecer informações protegidas por sigilo comercial.

Veja está acuada. Teme que tanto o jornalista Policarpo Júnior como o publisher Roberto Civita sejam convocados pela CPI. Trechos do inquérito da Operação Monte Carlo, publicado pelo 247, revelam que diversas matérias publicadas por Veja nos últimos anos foram dirigidas pelo esquema Delta/Cachoeira.

Foi o caso, por exemplo, da tentativa de invasão de um quarto do Hotel Naoum, em Brasília, que levou Gustavo Ribeiro à delegacia para se explicar. Foi também o caso da reportagem que Carlos Cachoeira se vangloriava de “colocar no r...” de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Dnit, que vinha contrariando interesses da Delta.

O que incomoda a revista Veja é o jornalismo independente do 247. Um jornalismo que revelou, por exemplo, que o presidente da Abril, Fábio Barbosa, foi a Brasília fazer lobby contra a convocação de Civita e Policarpo. Na Inglaterra, um país livre, onde partidos e parlamentares não se dobram à influência dos meios de comunicação, Rupert Murdoch foi ouvido por uma CPI sobre os grampos ilegais do jornal News of the World. Ontem, o parlamento inglês avaliou Murdoch como uma figura inabilitada eticamente para conduzir um veículo de comunicação.

Roberto Civita, Fábio Barbosa, Policarpo Júnior e Gustavo Ribeiro não irão nos intimidar.


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