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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sobre as interceptações telefônicas publicadas no blog

Recebi 42 interceptações telefônicas, autorizadas pela justiça, realizadas em 2006, contra Francisco Galbi Saldanha (telefone 99855902). A investigação criminal, então em curso, nada tinha a ver com eleições.  Galbi era investigado sob suspeita de acobertamento de um irmão, acusado por crime de pistolagem.
As 42 conversas desnudam o esquema de Caixa 2 da campanha de Rosalba Ciarlini ao Senado em 2006.  Boa parte delas foram com o marido da agora governadora.  Ali, Carlos Augusto esclarece sobre depósitos e destinatários do dinheiro da campanha.  Não há dúvidas sobre Caixa 2, especialmente porque os dois não deixam dúvidas de que o dinheiro circulava também pelas contas pessoais de Galbi.
Um dos trechos que ainda não publiquei esclarece acerca dos R$ 100 mil que Carlos Augusto queria sacar da conta de campanha de Betinho Rosado: o dinheiro foi depositado ali, mas era de Rosalba Ciarlini.
Segundo o que apurei, desde janeiro de 2009 o material que estou publicando foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República, já que envolve personagem comforo de prerrogativa de função.  Aliás, ainda não publiquei áudio desse personagem.  Quem será?  O caso foi arquivado pelo PGR sem aprofundamento das investigações.

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