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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#Caixa2doDEMnoRN: Caso não foi arquivado nem pelo MPE nem pelo MPF

Em entrevista ao Jornal de Hoje nesta quarta, o advogado Felipe Cortez, que atua na defesa da governadora Rosalba Ciarlini, do seu marido Carlos Augusto Rosado e do secretário-adjunto da Casa Civil Francisco Galbi Saldanha, afirmou que todos estão tranquilos. 
Segundo Felipe Cortez, o Ministério Público estadual e o Ministério Público Federal, que atual nas questões eleitorais, teriam arquivado a investigação por não terem encontrado nada de relevante.  Não foi isso que o MPE e o MPF informaram ao blog.
Em nota divulgada na quinta-feira passada, 24, o Ministério Público estadual disse que "diante do conteúdo de algumas gravações presentes nos relatórios do terminal de uma das pessoas interceptadas, o Juiz competente autor izou, como determina o art. 40 do Código de Processo Penal brasileiro, a remessa dos relatórios e áudios a outros órgãos do Ministério Público com atribuição para apurar outros possíveis ilícitos sem conexão com o homicídio investigado. Alguns desses áudios foram remetidos ao Procurador Geral da República, a quem cabe, se for o caso, esclarecer os encaminhamentos ulteriores adotados".  Ou seja, não houve arquivamento.
Na segunda-feira, 28, conversei com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal.  A assessoria informou que, mesmo se tratando de ação eleitoral, o assunto, quando recebido pelo Ministério Público eleitoral no RN, foi inteiramente encaminhado para a Procuradoria Geral da República, por se referir a três personagens com foro especial.  Até porque fica ligado ao Procurador Geral da República a Procuradoria Geral Elei toral que, se fosse o caso, poderia ajuizar a questão.  No âmbito no MPF, portanto, não houve arquivamento.
Desde a segunda-feira estou em contato com a Assessoria de Imprensa da Procuradoria Geral da República.  A Assessoria não havia ainda conseguido informações sobre o caso.  Na pesquisa no sistema interno não foram encontradas informações.  O que pode significar que o caso corre em sigilo.  A consulta foi repassada para a mesma subprocuradora que é responsável pelas investigações da Operação Sinal Fechado.  Não há confirmação de arquivamento.
Sugiro aos colegas do Jornal de Hoje que façam o mesmo caminho de consultas aos órgãos ministeriais - lembrando que, conforme publiquei aqui, o caso só prescreverá em 2018.

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