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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Veja e Cachoeira unidos por um negócio da China

http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/04/08/veja-e-cachoeira-unidos-por-um-negocio-da-china/

O Luis Nassif publicou ontem (sábado) um post que ajuda a entender um pouco mais como as relações da revista Veja com o contraventor Carlinhos Cachoeira indicam ser mais íntimas do que os bate-paus da revista na internet tentam sustentar.

Segue o texto do Nassif, que inclui contribuição dos seus leitores, uma nota publicada no G1 e um trecho de uma reportagem de Veja da capa em destaque:

Carlinhos Cachoeira tinha interesse em bancar a construção de escolas em Goiás, seguindo o modelo chinês:

Do G1

O secretário de Educação, Thiago Peixoto, teria repassado sigilosamente o modelo das escolas para que o grupo de Cachoeira construísse prédios iguais. A intenção, segundo o relatório, seria alugar, futuramente, as unidades escolares para o estado.
A gravação comprometedora foi feita em junho de 2011.
Na mesma conversa gravada, Cachoeira fala na encomenda de uma grande matéria sobre educação.

Por Nexxus
Outro fato a ser lembrado é a gravação utilizada pela Veja para defender Policarpo Jr. A gravação mostra uma conversa entre Cachoeira e Jairo. Em um trecho da gravação Cachoeira mostra o interesse na publicação de um reportagem sobre educação. Seria essa a reportagem que Cachoeira queria? O diálogo foi gravado em 08.07.2011

Nessa gravação há o seguinte trecho:

Cachoeira: Certamente, rapaz. Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo. Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso. A gente vai estar sempre trabalhando para ele e ele nunca traz um negócio. Entendeu? Por exemplo, eu quero que ele faça uma reportagem de um cara que está matando a pau aqui, eu quero que eles façam uma reportagem da educação, sabe, um puta de um projeto de educação aqui. Pra você ver: ontem ele falou para mim que vai fazer a reportagem, mas acabando esse trem ai, ele pega e esquece de novo. Quer dizer, não tem o troco sabe.
Em dezembro de 2011, Veja publicou uma enorme série sobre o modelo educacional chinês, com bom destaque para o modelo de escola chinesa:

Da Veja

A primeira diferença é do espaço físico, especialmente da limpeza e do cuidado. A maioria das escolas que visitei não tinha nada muito sofisticado ou diferente, mas também não tinham nada fora do lugar ou improvisado. Os pisos das escolas eram imaculadamente limpos, e em duas ocasiões presenciei algo que nunca vi no Brasil, nem no tempo de estudante e nem em visitas a escolas: o diretor ou vice-diretor que nos acompanhava se agachando para recolher um pedaço de papel caído. Os prédios são parecidos com os de muitas escolas brasileiras, ainda que um pouco mais verticalizados. As escolas têm três ou quatro andares. São escolas grandes, a maioria com mais de mil alunos. O sistema chinês é dividido em três níveis: o "Elementary", do 1º ao 6º ano; "Middle", do 7º ao 9º, e o "High School", de três anos. Em Xangai há uma leve alteração: 5-4-3 ao invés de 6-3-3.

Não visitei nenhuma escola que tivesse os três níveis. A maioria tinha apenas um nível, ou no máximo dois (middle e high). Em algumas escolas cada série ocupava um andar. Essa organização do espaço é relevante. Pois em cada andar há uma sala de professores, e essa divisão permite que professores das mesmas séries estejam em contato frequente e tenham a formação do seu grupo de estudos facilitado (veja o capítulo 3). A sala de professores não tem nada a ver com esse espaço social e descontraído dos colégios brasileiros: em Xangai, cada professor tem o seu cubículo, em que guardam livros e materiais de sua disciplina e onde também há um computador, onde preparam o material de aula (sempre da marca Lenovo, empresa chinesa que adquiriu o negócio de PCs da IBM).

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