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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Judas: Fábio Holanda é protagonista em depoimento de Carla Ubarana


O protagonista da primeira parte do depoimento de Carla Ubarana é o advogado Fábio Holanda.

Quando assumiu o setor de precatórios, Carla se deparou com um processo relacionado ao pagamento de atrasados devidos a auditores fiscais do estado. O processo tinha dois registros - um de 1999 e de 2003 - e furou a fila. Quando o CNJ esteve em auditoria no setor, em 2008, escaneou os 17 volumes do processo.

O processo quebrou a ordem a após um acordo assinado pela governadora Wilma de Faria e o advogado - adivinhe - Fábio Holanda, em 2003.

Fábio, aliás, segundo Carla, vendeu, por duas vezes, os honorários da parte dele dessa ação. A primeira para a empresa American Virginia.

Em matéria da IstoÉ, de maio de 2007, a empresa é apresentada, no contexto da Operação Hurricane - que descortinou um esquema de venda de sentenças na Justiça e prendeu dois desembargadores e um juiz. Uma das empresas envolvidas é a American Virginia, de Luiz Antônio Duarte Ferreira, que construiu um império econômico a partir de sonegação de impostos. E compra de decisões de decisões.

Carla informou, também, que Fábio estava sendo pago pelo TJ dos honorários cabíveis e, ainda assim, fez solicitação para receber - de novo - alegando que não recebera. Ao fim do pagamento, as empresas foram buscar a parte delas dos honorários.

Com os problemas, Carla Ubarana levou o processo ao conhecimento de todos os presidentes do TJ, inclusive a atual, Judite Nunes. Segundo Ubarana, nenhum dos presidentes quis fazer nada. Judite, ao menos, se revelou impedida uma vez que é tia de Fábio Holanda - mas não quis encaminhar para o vice-presidente da corte. “Não vou mexer nesse caso”, teria dito Judite.

Fábio aparece no caso do precatório da Henasa. Segundo Ubarana, Bruno Macedo participou das negociações - assim como outros procuradores do município, que não concordavam com o acordo traçado. Esse foi o único processo assinado diretamente pela prefeita no gabinete do presidente Rafael Godeiro. Para que fosse feito o acordo da forma de como seria o repasse.

Ainda de acordo com o depoimento, Fábio Holanda não recebeu sua parte dos honorários - não por ter aberto mão, como disse à Diogenes Dantas nesta manhã, mas sim porque disse fazer parte do processo mas só havia procuração em nome de Raimundo Nonato Fernandes e Fernando Caldas.

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