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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A falta de explicações do Google Brasil: Ditadura?

Horas antes de o conteúdo, no Google Sites, ter sido devolvido ao ar, Luís Nassif publicou o desdobramento abaixo:

Tempos atrás o Google foi acusado de manipular sua lista de busca. Quando se procurava por determinadas empresas, os primeiros links mostravam eswcândalos ou problemas corporativos. Depois – pelo que correu nos Estados Unidos – contratavam-se consultorias especializadas no sistema de buscas do Google que acertavam maneiras dos links comprometedores irem para as páginas internas.

Parece que o problema foi sanado depois de escândalos e protestos nos EUA.

Pela dimensão da empresa, passou a haver um cuidado redobrado em relação a tudo o que significasse desrespeito à privacidade, ou privilégio a empresas ou a pessoas. Por isso mesmo, acho que o Google Brasil pode estar enveredando por um caminho perigoso.

É suspeita a maneira como foi tirada do ar minha série "O caso de Veja" . Estava há 4 anos no Google Sites, sem incomodar e sem ser incomodada.

De repente, sai do ar justo no primeiro dia útil mais relevante da série, desde que foi lançada. Justamente no dia útil posterior ao post em que acuso Roberto Civita de conluio com Carlinhos Cachoeiro e em que publico as matérias fornecidas por Cachoeira para a revista – chamando para minha série "O caso de Veja".

Tentei entrar em contato com o jurídico do Google, em vão. Conversei com a assessoria de imprensa. Lamentaram não poder fazer nada, sustentando que o Google não trata de conteúdos, que suspensão só pode ser adotada por ordem judicial e que o mais provável é que tenha ocorrido um problema técnico com minha conta.

Qual problema? Meu email continua funcionando, minha conta também, o Google+ está inteiro. Sumiu apenas o site com "O caso de Veja".

Não obtive mais nenhum retorno do Google.

Amanhã continuarei atrás do que ocorreu.

Mas há um cheiro de armação no ar. E armação à brasileira.

Espero sinceramente que o mal-entendido possa ser corrigido amanhã.

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