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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

É ilegal candidato pagar a si próprio?

Imagine o cenário: Fulano é candidato a deputado federal.  Sua campanha arrecada R$ 800 mil, mas ele desiste da candidatura.  No fim, emite um cheque em favor de si mesmo no valor de R$ 800 mil.  E presta contas disso.  Estranho, né?
Pois é, também acho.  Os valores não são elevados assim, mas note a prestação de contas da campanha de Rogério Marinho (PSDB) em 2010 (clique na imagem para ver maior):


Em 10 de julho de 2010, a título de baixa de recursos estimáveis em dinheiro, surge um valor de R$ 10 mil de despesas em favor de Rogério Simonetti Marinho em sua própria prestação de contas. É legal o candidato pagar a si próprio?

Fui em busca de uma resposta na Resolução No. 23.217, do TSE, que regulou as eleições de 2010, e na própria Lei 9504/1997, mas não vi nada a esse respeito.

Encontrei o mesmo fato nas contas de Betinho Rosado (DEM), em 01 de agosto, mas em um valor menor (clique na imagem para ver maior):


Como minha praia não é o direito, fico no aguardo de algum esclarecimento caridoso.

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