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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#NatalMinhaCasaMinhaVida, Direitos Humanos e o porta-voz conservador na imprensa

Natal tem um jornalista que acha que vai ser Diogo Mainardi ou Reinaldo Azevedo. Dias atrás fez uns comentários sobre o #BlogProg. Criticando-nos por defender as vítimas das desapropriações abusivas e o Estado de Exceção criado em torno da Copa. Essas vítimas e suas histórias, ele sequer se deu ao trabalho de conhecer. Prefere confraternizar com as teses e as ações dos poderosos de plantão.
Ele também criou uma idéia de que defendíamos o bandido morto pelo médico Onofre Lopes Júnior na última semana. Queria que ele mostrasse um texto em que tenhamos feito isso. Criticamos, ao contrário, a ideologia fascista do "bandido é bandido morto" - que não é a mesma coisa do exercício da legítima defesa.
Do mesmo modo que ele acha que somente ele sabe fazer jornalismo - defendendo até a invasão do quarto do hotel de José Dirceu como sendo exemplo de bom jornalismo investigativo feito pela Veja - acha que só ele pode pautar o que defendemos em termos de garantias de direito para a população mais explorada do estado. Ele, que anda ao lado da aristocracia, sabe melhor que nós e os que andam com o povo explorado o que é melhor para o progresso de todos nós. Precisava sentir mais o cheiro das ruas e ouvir as histórias, por exemplo, dos idosos ameaçados de perder todas as suas referências das últimas cinco décadas. Ele não sabe e parece não querer saber disso.

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