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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A bem da verdade

Há cerca de quatro anos convivo com Dayvsoon Moura em comunidades virtuais - desde o quase falecido Orkut, espaço em que éramos ferrenhos adversários. Nossas desavenças não foram poucas. Em 2010, chegamos talvez ao mais baixo nível de nossa convivência.
Mas todos mudamos e a partir das críticas à gestão municipal nos aproximamos. E tenho sido sempre surpreendido pelas posturas públicas de Dayvsoon - como na defesa quase solitária que ele e Renato Pontes travaram sobre a favela Mor-Gouveia.
Não necessito defendê-lo. Mas a bem da verdade devo dizer duas coisas.
A primeira é que há um fato político claro e tenebroso: como mostra a imagem abaixo, Thalita Moema foi nomeada em cargo de nível superior em julho de 2011. A imagem reproduz a página do Diário Oficial de 15 de julho.
Thalita alega, se eu consegui entender o texto que ela enviou para Bruno Giovanni, que foi vítima de montagem nesse caso por parte de Dayvsoon. Que montagem eu não entendi, uma vez que a portaria está efetivamente publicada e Thalita informa que foi comunicada que houvera um erro, jamais retificado. De que montagem Thalita falava?
Thalita alega também que mesmo nomeada para cargo em nível superior, efetivamente não recebeu salário de nível superior: enviou extratos bancários para Bruno, não contra-cheques.
Além disso, informa que foi exonerada em meio aos fatos relacionados ao ataque que sofreu, tendo seu twitter hackeado e supostas mensagens privadas e comprometedoras de Facebook publicadas. Uma fonte do blog suspeitou que esses ataques fossem cortina de fumaça para ocultar a irregularidade, posar de vítima e pressionar a gestão municipal para que sua posição fosse garantida. Evidentemente não acredito nisso.
Não tenho poder de quebrar sigilos de ninguém. Mas se tivesse me interessaria em saber o seguinte: servidor comissionado de nível médio é nomeado para nível superior, supostamente por um erro. Por meses, a nomeação permanece, mas servidor alega que não recebeu aumento de salário. Eu iria querer saber se a Câmara registrou os pagamentos dos salários de nível médio ou nível superior. Caso tenha sido de nível superior, Thalita diz que não recebeu esse salário. Será que foi parar no bolso de alguém? E por que Thalita encaminhou extrato e não o contracheque para BG?
O segundo ponto que julgo necessário afirmar diz respeito à própria confusão no texto de Thalita publicado por BG. Fala de montagem e do ataque que sofreu, como que atribuindo a Dayvsoon a autoria da ação. Como ela prometeu denunciar o autor que já teria sido identificado e decidiu processar o assessor de Raniere Barbosa (PRB), posso entender isso. Ou não. De verdade, não consegui entender algumas das relações que o texto faz e, principalmente, de que montagem Dayvsoon é acusado.
Estamos prontos para esclarecimentos.

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