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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Por que a pressa?

Por Mauro Lemuel Alexandre

Se não há espírito de harmonia nesse "negócio", o correto como cristãos é discutir e aprofundar mais essa questão. Por que tanta pressa? Se a coisa é transparente, que se revele tudo detalhe por detalhe, diante de muitos aspectos equivocados que foram identificados. Portanto devemos respeitar as opiniões "contrárias" à venda. Se for transparente, vamos discutir mais, vamos deixar os outros falarem e serem ouvidos.

O que parece é haver uma PRESSA azafamada em se vender um patrimônio que é de todos, da coletividade batista. O fato de haver liderança à frente, reconhecidamente legítima e eleita em assembléia, não lhe dá o direito de ter melhor opinião do que os outros membros sejam quem for. Até o mais humilde deve ser considerado, ter voz.

Não podemos esquecer dá perda histórica à época do valioso terreno comprado pelos missionários batistas com oferta de irmãos americanos, onde hoje é o prédio chácara 402 na avenida Deodoro. Perdeu-se um lugar privilegiado, centro da cidade, área nobre, bem mais do que o atual da PIB Natal.

E ainda o terreno do Acampamento Batista de Ponta Negra, que até hoje não se entendeu bem o que aconteceu. O que se escuta (nos bastidores, não de fala publicamente até por respeito e perdão cristão a todos) é sempre negativo. Será que vamos ter a terceira perda!

Assim será com o colégio batista, área nobre, uma das melhores localizações. O que se dirá depois! Trocar a localização do Colégio Batista Ponta Negra, não tem nem comparação, é óbvio e ululante que o Batista é privilediadíssimo, não se troca por nada.

Para lá tem acesso por todos os lados, por grandes artérias urbanas, é próximo aos grandes bairros da cidade, o centro e alecrim, e o tirol, com importante avenida Jaguarari que liga a zona sul à zona central. Além do acesso pela Régulo Tinoco que vem da rua São José, que hoje está ligada à importante artéria da Salgado Filho, pelo bairro da Candelária, rua ampla, larga, de fácil localização.
Ponta negra já está inviável hoje, imagine-se daqui a alguns anos, cada vez mais será difícil o acesso, tumultuado e distante, comparativamente ao barro vermelho. Esse argumento da localização não tem nem o que discutir, qualquer um percebe a abissal diferença.
Vamos, portanto, aproveitar a oportunidade para exercer a humildade cristã de trazer o assunto à discussão. Seria um ato de grandeza por parte da liderança que está encaminhando a questão neste momento. Não dá como voto vencido e acabou. Todos somos humanos e podemos ter errar em algum aspecto. Quem está falando, se posicionando em contrário à venda, é consciente de que queremos o melhor para toda a denominação. Mauro L. Alexandre, membro da PIB/NATAL.

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