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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Escândalo entre os batistas: Eu, o "jornalista"

Mais um comentário anônimo foi postado aqui sobre o caso do prédio dos batistas no Barro Vermelho:
Só uma dica: se você "JORNALISTA", não sabe o governo vem tombando vários prédios naquela localidade, corremos o risco de ser tombada propriedade da CBNR. Uma vez tombada, não se pode vender, reformar (diga-se de passagem que nem verba teria para isso) e nem fazer nada no local, pois daí em diante será propriedade do Estado. Então com a venda se terá uma nova sede, vários investimentos e verba para tal. Caso contrário, nem se pudesse reformar o local, que inclusive sugiro que faça uma visita para ver a situação degradante do imóvel que abriga o atual Seminário Batista, a convenção teria finanças para isso. Outra coisa é o apego ao materialismo àquele imóvel. A bíblia nos diz que não devemos nos apegar aos bens deste mundo. Penso que devemos promover as melhorias e não se prender ao bem por causa do valor ou localização.
Alguns pontos interessantes foram levantados pelo democrático comentarista anônimo - um "cristão" que não tem coragem de assumir o que diz.
Em primeiro lugar, chamar-me de jornalista, com aspas, foi excelente.  Diz muito sobre o caráter de quem me agride aqui.  Mas, o mais importante, é lembrar o tombamento.  Se há a possibilidade de ser tombado, conforme você mesmo o diz, isso é mais um motivo que pugna pela não realização do negócio: há valor histórico, simbolico e imaterial naquele lugar.
E não é verdade que não se possa fazer melhorias no prédio, após tombado.  Pelo contrário: o tombamento, justamente, garante a realização de reformas que garantam os elementos que conduziram a estrutura a ser tombada.
Outra coisa a se destacar é que tenho estado ali todos os domingos, pelo menos, já que a Igreja Batista Viva se reúne naquele lugar desde alguns meses atrás.  Pelo visto, é o anônimo que não tem ido ao local.  Ou então saberia que o quadro não é de degradação conforme quer fazer crer.
Engraçado, por fim, é o anônimo pregar o desapego num contexto em que estamos falando de um negócio de R$ 5,6 milhões.  Maior contradição, acho, não seria possível.

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