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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Cuba nega que Villar fosse dissidente e estivesse em greve de fome

Do Opera Mundi

O governo cubano negou nesta sexta-feira (20/01) que o prisioneiro falecido Wilmar Villar Mendoza fosse um dissidente e estivesse em greve de fome, atribuindo as críticas por sua morte a uma "campanha internacional difamatória", segundo uma nota publicada em um portal do governo.

"Há provas abundantes e depoimentos que mostram que ele não era um dissidente, nem estava em greve de fome", diz o governo de Raúl Castro na nota oficial, publicada pelo portal Cubadebate.

"Há dias, agências de notícias estrangeiras, principalmente de Miami, vêm promovendo uma intensa campanha internacional difamatória, juntamente com elementos contrarrevolucionários internos, que apresentam Villar Mendoza como um suposto dissidente que morreu após uma greve de fome na prisão", diz a nota oficial.

O corpo de Villar foi sepultado no povoado de Contramaestre, em Santiago de Cuba, numa cerimônia reservada aos familiares. "Cuba lamenta a morte de qualquer ser humano, condena energicamente as manipulações grosseiras de nossos inimigos, e saberá desarmar esta nova agressão com a verdade e a firmeza que caracterizam nosso povo", assinala a nota do governo.

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