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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

CNJ aponta desvio de R$ 900 mil em equipamentos no TJ-RN

Do Diário de Natal

Mais uma polêmica envolve o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Depois da descoberta de um esquema de desvio de recursos dos precatórios, há suspeitas de irregularidades no setor de informática. Uma auditoria realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) constatou que dos R$ 2,5 milhões doados pelo órgão para o Tribunal em equipamentos de informática, R$ 901 mil sumiram. O TJRN negou, por meio de nota à imprensa, as irregularidades constatadas pela auditoria. A investigação do CNJ descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram. Diante da situação, o CNJ decidiu suspender o repasse de bens a quatro estados: Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Norte e Goiás.

O valor dos bens, de acordo com o relatório, corresponde a 36% do total desaparecido. Não foram localizados 610 dos 1.935 equipamentos doados, entre computadores, notebooks e outros acessórios. Os valores constam no relatório da auditoria, que foi iniciada em 21 de dezembro de 2010. 

Em consequência das análises apresentadas, o comitê de informática do CNJ definiu como critério para liberação de novas doações o percentual máximo de 10% do valor dos bens como limite aceito para equipamentos não localizados ou ociosos. Ou seja, os tribunais que apresentaram índice de ociosidade ou índice de bens não localizados inferior a 10% do valor de bens doados retomariam o recebimento de doações. Como o TJRN atingiu o percentual de 36%, segundo o CNJ, teve as doações bloqueadas.

O relatório da auditoria constatou também os equipamentos que estavam ociosos, ou seja, sem utilização. No TJRN, foram encontrados 39 objetos ociosos, o que corresponde a 2% do total. A conclusão da auditoria revelou o descontrole no uso na aplicação de recursos públicos pelos tribunais do Brasil. O CNJ pretende intensificar a fiscalização também em outros gastos das cortes. 

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