Por Marco Aurélio Mello
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Conheço Patrícia desde o início da carreira, quando era
editor-coordenador do Bom Dia Brasil em São Paulo e ela, recém-chegada
do sul, virou apresentadora do mapa tempo, no Bom Dia São Paulo e Bom
Dia Brasil, em fevereiro de 2000.
Patrícia era uma menina que tinha acabado de sair da PUC do Rio Grande
do Sul três anos antes. Sua passagem meteórica pela TV Bandeirantes de
Porto Alegre, um ano antes, chamou a atenção de todos, pela postura,
voz e beleza física da jovem apresentadora.
Numa das ocasiões, em que fazia o tempo para o Bom Dia Brasil, tive a
ingrata missão de informá-la, a pedido do então editor-chefe, Renato
Machado, que seu figurino não estava apropriado para trabalho,
certamente orientada por algum figurinista inescrupuloso, que estava
exagerando. Lembro-me como se fosse hoje sua reação envergonhada,
afinal, não é fácil ouvir alguém dizer que você está se vestindo mal.
Depois disso, nas vezes em que nos encontramos socialmente, sempre
tivemos uma convivência cordial e respeitosa, um pelo outro. Considero
Patrícia uma mulher sóbria, bem focada no que faz e muito boa mãe do
garoto Felipe, de oito anos, que adora dar palpites no trabalho da mãe.
O que faltava a ela um verniz intelectual, que veio na parceria do
jovem e talentoso diretor de jornalismo em São Paulo, Amauri Soares,
por quem se apaixonou e foi amplamente correspondida. Tanto é assim que
desde então nunca mais se separaram e fazem um casal alvo da inveja de
muitos colegas e destaque das colunas sociais cariocas.
Com a ascensão de Ali Kamel ao poder, no início dos anos 2000, Amauri
foi exilado em Nova Iorque, para um cargo que não existia. No jargão:
caiu para cima. Nos cinco anos em que ficaram nos Estados Unidos,
Amauri e Patrícia fizeram do limão uma bela limonada. Patrícia
mergulhou nos estudos e Amauri levou ao ar projetos ambiciosos, que
trouxeram muito prestígio à emissora. O Via Brasil, na Globo
Internacional e um evento grandioso, que entrou no calendário
novaiorquino, o Brazilian Day.
De volta ao Brasil, tanto um, quanto outro, conquistaram seu lugar ao
sol. Em 2008, Patrícia teve a difícil missão de substituir Glória
Maria, considerada "imexível". O resultado está no ar, para quem
assiste ao Fantástico.
A escolha de Patrícia está amparada em pesquisas de opinião pública
quantitativas e qualitativas e passa pela necessidade urgente de
renovação. O público está cansado dos formatos e das "caras" do
jornalismo da Globo. E como estamos falando de televisão aberta, onde o
que conta é a audiência, Patrícia é o nome da vez.
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