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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Patrícia Poeta, o nome da vez

Por Marco Aurélio Mello
No Blog DoLaDoDeLa

Conheço Patrícia  desde o início da carreira, quando era editor-coordenador do Bom Dia Brasil em São Paulo e ela, recém-chegada do sul, virou apresentadora do mapa tempo, no Bom Dia São Paulo e Bom Dia Brasil, em fevereiro de 2000.

Patrícia era uma menina que tinha acabado de sair da PUC do Rio Grande do Sul três anos antes. Sua passagem meteórica pela TV Bandeirantes de Porto Alegre, um ano antes, chamou a atenção de todos, pela postura, voz e beleza física da jovem apresentadora.

Numa das ocasiões, em que fazia o tempo para o Bom Dia Brasil, tive a ingrata missão de informá-la, a pedido do então editor-chefe, Renato Machado, que seu figurino não estava apropriado para trabalho, certamente orientada por algum figurinista inescrupuloso, que estava exagerando. Lembro-me como se fosse hoje sua reação envergonhada, afinal, não é fácil ouvir alguém dizer que você está se vestindo mal.

Depois disso, nas vezes em que nos encontramos socialmente, sempre tivemos uma convivência cordial e respeitosa, um pelo outro. Considero Patrícia uma mulher sóbria, bem focada no que faz e muito boa mãe do garoto Felipe, de oito anos, que adora dar palpites no trabalho da mãe.

O que faltava a ela um verniz intelectual, que veio na parceria do jovem e talentoso diretor de jornalismo em São Paulo, Amauri Soares, por quem se apaixonou e foi amplamente correspondida. Tanto é assim que desde então nunca mais se separaram e fazem um casal alvo da inveja de muitos colegas e destaque das colunas sociais cariocas.

Com a ascensão de Ali Kamel ao poder, no início dos anos 2000, Amauri foi exilado em Nova Iorque, para um cargo que não existia. No jargão: caiu para cima. Nos cinco anos em que ficaram nos Estados Unidos, Amauri e Patrícia fizeram do limão uma bela limonada. Patrícia mergulhou nos estudos e Amauri levou ao ar projetos ambiciosos, que trouxeram muito prestígio à emissora. O Via Brasil, na Globo Internacional e um evento grandioso, que entrou no calendário novaiorquino, o Brazilian Day.

De volta ao Brasil, tanto um, quanto outro, conquistaram seu lugar ao sol. Em 2008, Patrícia teve a difícil missão de substituir Glória Maria, considerada "imexível". O resultado está no ar, para quem assiste ao Fantástico.

A escolha de Patrícia está amparada em pesquisas de opinião pública quantitativas e qualitativas e passa pela necessidade urgente de renovação. O público está cansado dos formatos e das "caras" do jornalismo da Globo. E como estamos falando de televisão aberta, onde o que conta é a audiência, Patrícia é o nome da vez.

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