Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal
Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
O Ato Institucional nº 5, AI-5, foi baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva. O que se seguiu, o país todo sofre as consequências até hoje, sobretudo, nas mediocridades investidas de autoridade. Não sabem falar e tb não sabem ou não querem ouvir. Claro que pegou mal. Mas não me surpreendem atitudes como essa. O que esperar de um governo que culpa Fernando beira-Mar pela explosão de homicídios na terra da governadora ?
ResponderExcluirDepois qdo o povo acunha na vaia como em São Gonçalo jogam a culpa em Jaime Callado. É o jeito PFL, Arena de governar. Importaram essa monstruosidade de São Paulo, mas essa intolerância e medo dos movimentos populares combina como uma luva com Rosalba, ACM, José Agripino, P Maluf. Por certo está se antecipando e começando a ensaiar as zonas de exclusão para a Copa do Mundo. Daqui a pouco vai querer privatizar o sistema penitenciário e não vai exigir Ficha Limpa para o exercício de Cargo Comissionado. Enquanto quer afastar o povo do Centro Administrativo, essa turminha da sinal fechado parece que não tinha nem terá qualquer incomodo em adentrar os gabinetes. Marcos Dionisio, Mosquito