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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A Primavera de Manaus

Por Luís Nassif



Ao longo do dia, vocês conhecerão em detalhes um episódio ilustrativo do Brasil contemporâneo, juntando de um lado jovens tuiteiros, de outro o pacto entre o coronelismo mais atrasado e as grandes redes de comunicação, em um dos mais podres sistemas políticos brasileiros: o do Amazonas.

Entenderão o cerne do poder político dos coronéis regionais, a parceria com o governo federal, para obter o apoio dos três senadores de cada estado, e com as grandes redes de comunicação, para terem acesso às verbas estaduais.

Saberão da hipocrisia daqueles que, no sudeste, criticam o atraso político em outras regiões, mas sustentam esse anacronismo por interesses muito objetivos.

Conferirão que não existem idiossincrasias nas relações políticas e midiáticas: Amazonino é do PDT de Leonel Brizolla; Tiradentes da CBN da família Marinho.

Os capítulos já disponibilizados:

Twitteiros versus coronéis da selva.

A fonte de poder dos coronéis regionais.

As primeiras represálias ao movimento.

O radialista que amava Roberto Carlos.

A invasão do posto de saúde.

A suspensão com base em um documento falso.

O terror no jogo político do Amazonas.

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