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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Os cuidados inspirados pelas Operações Pecado Capital e Sinal Fechado

Em meio à Operação Pecado Capital, pouco mais de dois meses atrás, me assustei com uma série de "estranhas" coincidências que me aconteceram.  Suspeitei, entre outras coisas, que meu telefone pudesse estar grampeado.
Fui ao ministério público e, por fim, fiquei mais tranquilo com tudo.
Agora, quando usei o meu blog para dar ampla divulgação à Operação Sinal Fechado, recebi alguns recados de que deveria me cuidar com o que estava publicando.  Afinal os posts falam de gente poderosa. Uma das pessoas que me passou recado me falou que já viu gente morrer por isso.
Evidentemente, o melhor remédio contra esse tipo de recado é torná-lo público.  Mão posta na cumbuca, não dá para retirar.
Lembro, então, de uma história contada por meu pai. Ele tinha ido acompanhar a investigação sobre a morte de posseiros no Maranhão.  Uma tarde sentou num bar próximo ao hotel onde se hospedara.  O seu motorista, que era um segurança também, resolveu voltar para o hotel e meu pai ficou no bar.  Ao virar na esquina, o carro foi atingido por um ataque à bala que matou o motorista.  Imediatamente meu pai começou a expor a situação em rádios de São Paulo e através do PT, partido no qual militava.
Essa história serve para lembrar o manual de sobrevivência do ameaçado: expor a história.  Segue exposta a história.  Com o destaque que não faço jornalismo investigativo - apenas leio e ouço o que apresenta o Ministério Público.

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