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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Israel impede flotilha de chegar a Gaza





Da Folha de São Paulo


Dois barcos com ativistas pró-Palestina foram interceptados ontem pela Marinha israelense em mais uma tentativa de desafiar o bloqueio naval à faixa de Gaza.
Cercados pela Marinha de Israel, os barcos não pararam e foram abordados -mas não houve feridos. Eles foram escoltados ao porto israelense Ashdod, onde os ativistas foram entregues à polícia.
As duas embarcações, de bandeiras canadense e irlandesa, levavam 27 ativistas e jornalistas de nove países.
Segundo um comunicado das Forças Armadas de Israel, os barcos foram abordados depois que seus ocupantes ignoraram avisos para que mudassem de rota porque estavam a caminho de uma área sob bloqueio militar.
"Os militares da Marinha de Israel agiram conforme o planejado e tomaram todas as precauções necessárias para garantir a segurança dos ativistas a bordo e a sua própria", diz o comunicado.
No ano passado, nove ativistas turcos foram mortos quando militares israelenses interceptaram uma flotilha humanitária que tentava romper o bloqueio a Gaza.
O incidente gerou uma onda de condenação a Israel e uma crise sem precedentes entre o país e a Turquia.
Há dois meses, uma comissão da ONU que investigou o episódio concluiu que o bloqueio imposto a Gaza é legal e apropriado, mas que Israel usou força excessiva contra os ativistas turcos.
A pressão internacional forçou Israel a aliviar o bloqueio, e a entrada de produtos -com exceção de material de construção- foi praticamente normalizada.
Entretanto, a exportação a partir de Gaza, controlada pelo grupo extremista islâmico Hamas, continua sob severa restrição de Israel.
Huwaida Arraf, porta-voz dos ativistas que foram detidos ontem, afirmou que as tentativas de romper o bloqueio continuarão.
"Apesar dessa agressão israelense, nós vamos continuar chegando, onda após onda, por ar, mar e terra, para desafiar as políticas ilegais de Israel contra Gaza e toda a Palestina", disse ela.
Segundo ativistas, essa foi a 11ª tentativa de romper o bloqueio naval. Apenas cinco dessas missões chegaram ao destino, em 2008.

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