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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Socialistas franceses escolhem adversário de Sarkozy



Da Folha de São Paulo

Com forte mobilização do eleitorado francês, François Hollande, 57, venceu o segundo turno das primárias socialistas e será o adversário do presidente Nicolas Sarkozy na eleição de maio de 2012.
A vitória era esperada, já que o ex-primeiro-secretário do PS (Partido Socialista) conseguiu o apoio de todos os quatro candidatos derrotados do primeiro turno.
Mesmo antes do resultado final, Martine Aubry, atual primeira-secretária do PS, reconheceu a derrota. "Desde que assumi o Partido Socialista, só tenho um desejo: que um de nós [socialistas] seja eleito em 2012. Faremos tudo para que François Hollande seja o novo presidente da França daqui a sete meses", disse Aubry.
Até a noite de ontem, Hollande tinha 56% dos 2,2 milhões de votos apurados (81% do total).

Acusações
Ao longo da semana, Aubry e Hollande trocaram ataques. Ela classificou o adversário -considerado um esquerdista moderado- de "candidato do sistema".
Já Hollande alfinetou a colega de partido ao chamá-la de "candidata reserva". Aubry entrou na disputa depois que Dominique Strauss-Kahn, ex-chefe do Fundo Monetário Internacional e maior aposta do PS contra Sarkozy, se afastou por envolvimento em um escândalo sexual. Mais tarde, a acusação foi arquivada.
Diante de uma margem confortável a favor do vencedor, os socialistas adotaram o discurso da união. Ganhar de forma incontestável era prioridade para o PS, já que uma decisão apertada poderia acirrar divisões internas que cresceram na reta final da campanha.
"Essa vitória nos dá força e legitimidade para enfrentarmos as eleições presidenciais", afirmou Hollande.

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