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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Revista Nature destaca pesquisa de @MiguelNicolelis



Há pouco, pelo twitter, o neurocientista Miguel Nicolelis anunciou a publicação de artigo na revista científica Nature.  A notícia sobre a publicação você encontra aqui e os dados da pesquisa aqui.


Segundo a Nature, a equipe de pesquisadores desenvolveu um implante cerebral que permite a macacos  examinar objetos virtuais através de braços também virtuais controlados por seus cérebros.  O dispositivo é o primeiro passo para o desenvolvimento de próteses ou trajes robóticos que permitam aos usuários interagirem com o mundo sem qualquer feedback visual.
A realidade que se desenha a partir da pesquisa liderada por Nicolelis se aproxima daquela que encontramos em filmes como Avatar ou o mais longíquo Matrix.  Como disse Miguel, é a primeira vez que se demonstra um diálogo bidirecional entre cérebro e máquina através de um sexto sentido: o tato artificial.  Os animais puderam sentir o "tato"sem contato direto de suas peles com os três objetos da experiência.
A matéria destaca ainda a fala do neurocientista Rodrigo Quiroga, da Universidade de Leicester no Reino Unido, que afirma se tratar de um passo crítico no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina.
É hora de esperar o que dirão os críticos desse importante passo para a ciência tropical do Brasil.  O próximo passo é fazer um paraplégico andar e dar o pontapé inicial da Copa de 2014.

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