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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Primeiros dos cinco cubanos presos é libertado nos EUA

Após 13 anos preso nos Estados Unidos, o cubano René González foi libertado ontem. Ele estava preso desde 1998, tendo sido condenado em 2001, junto com quatro conterrâneos, por espionagem e envolvimento no ataque a dois aviões da oposição cubana em Miami. É o primeiro a ser solto do grupo, que é conhecido em Cuba como "cinco heróis".
González deixou a prisão de Marianna, na Flórida, mas, não voltará a Cuba imediatamente. Sua sentença prevê três anos sob liberdade assistida em solo norte-americano.
Na saída da prisão, González foi recepcionado por suas duas filhas, Irma e Ivette, seu irmão Roberto, seu pai, Cándido, e seu advogado Philip Horowitz. Sua mãe, Irma Sehweret e sua esposa, Olga Salanueva, entretanto, não puderam estar presentes, pois o governo estadunidense não lhes deu autorização para entrar no país.
Segundo seu advogado, González foi examinado depois de deixar a prisão e se encontra em bom estado de saúde.
Além de González, estão presos Gerardo Hernández, Ramón Labaniño, Antonio Guerrero e Fernando González.
As autoridades cubanas admitiram que os “cinco heróis” trabalhavam como agentes, mas afirmaram que sua missão era impedir atos terroristas contra o então presidente Fidel Castro e que não ameaçavam a segurança dos Estados Unidos.
As prisões dos cinco desencadearam, em todo o mundo, vários protestos que contavam com o apoio de intelectuais, familiares, políticos e outros setores da sociedade civil que pediam sua libertação. 
O escritor Fernando Morais publicou há pouco um livro sobre a história dos cinco.

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