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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Por que a operação troca de cadeiras não se realizou

Do Blog do Rovai

A nota anterior foi toda escrita na condicional. Isso em jornalismo não significa especulação ou boato, mas que a hipótese estava em debate. Mas de qualquer forma, entre outras coisas (como dizia o Mané Garrinha), era preciso combinar com os russos para que a operação desse certo.

Neste caso, os russos eram os comunistas do PCdoB, que não aceitaram conversar sobre qualquer acordo que significasse jogar Orlando Silva aos leões. Ou pior, entregá-lo por conta de uma matéria oca, como já disse aqui, da revista Veja. Fizeram muito bem. Mostraram grandeza política. Mas isso não significa que a história vai morrer nesse encontro de Dilma com Orlando. Há muitos interesses em jogo e o ministro virou o alvo da vez.
Aliás, engana-se quem acha que o PT trabalhava com a hipótese de ganhar espaço com a queda de Orlando. Ao contrário, a avaliação de muita gente graduada do partido era (e ainda deve ser) que sua queda seria ruim. Poderia dar mais gás a uma tentativa mais forte de desestabilizaão do governo Dilma num futuro próximo.

Outro motivo que levou Dilma a manter Orlando foi o fato de Pelé ter dito aos interlocutores que o consultaram que não tinha interesse no cargo. Aliás, isso está na nota que escrevi abaixo. A intenção do governo era ter o Rei como uma Rainha da Inglaterra. Mantendo posições no ministério para o PCdoB. E agregando gente do PT e de maior confiança da presidenta.

O MinC entrou nessa história apenas como compensação. A avaliação de Ana de Hollanda no Palácio do Planalto, no PT e até no MinC é a de que ela não tem projeto e continua perdida. E como o PCdoB tem quadros na área, pensou-se em aproveitar essa crise no Esporte para matar dois coelhos com uma cajadada só.

Mas a política é tão dinâmica quanto a vida.

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