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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Na Bahia, jornalista é preso por se recusar a apagar fotos



Do UOL


O jornalista Ederivaldo Benedito Santos, 52, afirma ter sido preso após se recusar a apagar fotografias que tirou de uma abordagem policial durante a Parada Gay de Itabuna ( 418 km de Salvador).

Santos é dono de um blog com notícias da região sul da Bahia. Ele registrava imagens quando quatro policiais militares abordaram jovens perto do ponto de concentração da parada por volta das 17h45 de domingo, no centro da cidade.Ao perceber que os policiais estavam sendo fotografados, segundo o relato do jornalista, um dos PMs se aproximou ordenando que Santos apagasse as imagens. Como se recusou, foi preso sob alegação de desacato.

"Um dos policiais chegou a tirar o cassetete e depois o spray de pimenta para me ameaçar porque ele me mandou apagar as fotos e eu disse que não apagaria. Depois, me prendeu por desacato. Foi uma prisão arbitrária", contou o jornalista.

Santos afirma que um dos policiais tomou-lhe a câmera e apagou as imagens. Algemado, o jornalista foi levado por volta das 18h para o quartel da Polícia Militar e, em seguida, para a delegacia da Polícia Civil.

O jornalista afirma que só foi liberado por volta das 22h, após prestar depoimento, porque o delegado plantonista participava de uma operação no município.

A prisão e a suspeita de conduta arbitrária da Polícia Militar de Itabuna suscitaram protestos de entidades de classe. O Sindicato dos Jornalistas da Bahia emitiu uma nota repudiando o caso. A subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Itabuna também cobrou esclarecimentos das autoridades baianas. Santos é bacharel em direito.

O presidente da subseção da OAB de Itabuna, Andirlei Silva, disse que o caso atenta contra a liberdade de imprensa e informou que a entidade pedirá o afastamento dos policiais envolvidos até o esclarecimento do caso.

Outro lado

Em nota distribuída à imprensa na noite de hoje, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que a Polícia Militar instaurou sindicância para apurar as circunstâncias da prisão do jornalista.

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