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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Críticas de senador causam mal-estar no PSDB





Da Folha de São Paulo


O PSDB viveu ontem mais um capítulo da disputa entre grupos internos. O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) criticou publicamente o comando da legenda. O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), divulgou nota para rebater as acusações.
Em uma série de postagens no Twitter, Aloysio condenou a falta de organização do partido: "A quantas anda a tão alardeada reorganização do partido?" E vaticinou:
"Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era".
Guerra minimizou os ataques. Mas divulgou uma nota rebatendo as críticas de Aloysio ponto a ponto.
O texto diz que a restruturação está caminhando com ações de mobilização, que já estão sendo preparadas as candidaturas para as eleições municipais e que há uma atuação forte da oposição no Congresso, inclusive em relação aos temas polêmicos.
Não é a primeira vez que Aloysio usa redes sociais para lavar roupa suja. Há cerca de um mês, ele protestou por ter sido excluído da propaganda na TV do PSDB-SP.
O pano de fundo é a disputa interna pela candidatura à Presidência em 2014. O grupo de José Serra, ao qual Aloysio é ligado, se sente alijado das decisões da cúpula.
Uma das quedas de braço recentes se deu por conta da propaganda partidária.
Aliados de Serra pressionaram a cúpula da legenda para que ele aparecesse na TV com tempo idêntico ao do senador Aécio Neves (MG). Os dois são virtuais pré-candidatos à Presidência.
Além disso, a cúpula nacional do partido trabalha contra a possibilidade de aliança do PSDB com o PSD de Gilberto Kassab em 2012.
Em conversa com o governador Geraldo Alckmin, Guerra disse que o PSDB não deveria abrir mão da cabeça da chapa na capital.
A interferência em SP irritou aliados de Serra, que é defensor da aliança em torno do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), com um tucano na vaga de vice.
Interlocutores de Alckmin dizem que a opinião da cúpula nacional será irrelevante para definir se a aliança em São Paulo sairá ou não, e lembram que o próprio governador não aceita essa ideia.
Mas a ala do partido ligada a Sérgio Guerra vê nessa interferência o estopim da nova grita da ala serrista.
A Folha procurou ontem tanto o senador Aloysio Nunes quanto Serra, mas nenhum deles retornou as ligações para falar sobre a crise.

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