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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Arena das Dunas, Sanud ao contrário

Se não bastassem os tantos motivos para desconfiarmos de a quem interessa a Copa do Mundo em Natal, Juca Kfouri sempre lembra que Dunas (de Arena das Dunas) é Sanud de trás para frente.  E daí?  É bom ler abaixo:





Dez meses após escapar de um processo judicial por denúncia de lavagem de dinheiro, sem que a acusação tivesse sido esclarecida, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltará a ser investigado pela Polícia Federal por suspeita do mesmo crime.


A confederação também será investigada, segundo informou à reportagem o delegado Victor Hugo Poubel, chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros da Superintendência da PF no Rio, que conduzirá o inquérito.


Segundo ele, o inquérito é para apurar suspeita de evasão de divisas e de lavagem de dinheiro. Teixeira deverá ser intimado na próxima semana a prestar depoimento.


O principal alvo do inquérito é a empresa Sanud Etablissment, sócia de Teixeira em empreendimentos no Brasil. Para o procurador da República Marcelo Freire, do Rio, que solicitou o inquérito, a Sanud seria do próprio cartola, para trazer dinheiro do exterior não declarado ao Fisco e ao Banco Central.


A Sanud foi investigada pela PF em 2004. O trabalho foi prejudicado por um habeas corpus obtido por Teixeira, que impediu o rastreamento da empresa no exterior.


Teixeira foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2008, por suposto crime de lavagem de dinheiro, por receber US$ 599.964 (cerca de R$ 1 milhão) de conta da Sanud na Suíça. As remessas, em 1996 e 1997, foram descobertas pela CPI do Futebol, em 2001. A verba foi investida na RLJ Participações, de Teixeira.


A denúncia foi aceita pelo juiz da 6ª Vara Federal do Rio, em 2009. Mas, em dezembro do ano passado, a ação foi arquivada, na segunda instância judicial. Os desembargadores consideraram que já havia se esgotado o prazo para punição do suposto crime.


No primeiro inquérito, a PF não respondeu a pergunta elementar para explicar a origem do dinheiro: quem é o dono da Sanud?. Para o MPF, a Sanud pertence ao próprio Teixeira, para "esquentar" dinheiro sem origem declarada, obtido no exterior.


O novo inquérito foi aberto em razão das reportagens do jornalista inglês Andrew Jennings, exibidas pela BBC (Londres), que acusou Teixeira de receber US$ 9,5 milhões em propinas de uma empresa de marketing ligada à Fifa, que teriam sido depositados na conta da Sanud. Seriam depósitos posteriores à investigação da PF em 2004.

Mortos não falam


Teixeira negou, na Justiça, ser dono da Sanud e afirmou desconhecer o proprietário da empresa. Seus advogados alegaram que as duas pessoas que poderiam dar o nome do proprietário --o contador Fernando Pacheco Simões e o advogado Alberto Ferreira da Costa-- já morreram.

Simões, ex-contador de Teixeira, morreu em 2008. O advogado Alberto Costa era sogro do irmão do dirigente, Guilherme, e procurador da Sanud. Morreu em 2010.

A RLJ, da qual a Sanud tem 51% do capital, é proprietária da fazenda Agropecuária Santa Rosa, em Piraí (RJ), e de outros imóveis do cartola.

A assessoria da CBF disse que Teixeira colaborará na investigação da PF, mas que considera o objeto da investigação "assunto requentado" e reedição do inquérito que nada provou contra ele.

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