Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A Sociedade do Espetáculo no show de #OTeatroMagico

Com atraso, reproduzo post de Sérgio Vilar sobre o show de O Teatro Mágico. Ainda pretendo escrever sobre a trupe.

Impressiona o quase fanatismo dos fãs da trupe d’O Teatro Mágico. Voltei agora do Teatro Riachuelo após quase duas horas de intensa comunhão entre público e artista. Foi o terceiro show que vejo da banda e penso inexistir algo parecido no atual cenário musical brasileiro. Ainda mais em se tratando de uma banda de música independente. E tudo conquistado sem absolutamente nenhuma ajuda da indústria fonográfica. Sem jabá. Sem a grande mídia. E por isso, a música da trupe é a mais honesta possível. Um showzaço. Os músicos são excelentes, entrosamento perfeito. Interação constante com o público. E uma frescuragem circense. Tal qual o Kiss, acho dispensável as vestes de clowns. Mas talvez seja apenas eu e Aílton Medeiros. Ele que saio no início do show e esperou do lado de fora a filha assistir Fernando Anitelli e companhia. “Pensei que fosse mais vanguardista”, disse Aílton. Penso que a vanguarda no trabalho da banda está muito mais na filosofia do trabalho do que na música. Ainda assim, a trilogia dos CDs é excelente. As novas canções repetiram a maestria e o cuidado nos arranjos, e o letrista Anitelli permanece afiado. A Sociedade do Espetáculo – o terceiro CD da banda – está disponível no site dos caras: http://www.teatromagico.mus.br

Comentários

Postagens mais visitadas