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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Zelaya repudia assassinato de símbolo da resistência

Do Sul 21

O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, lamentou nesta quinta-feira (8) o assassinato de Mahadeo Roopchand Sadloo, ativista da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP). O militante, símbolo da resistência contra a deposição de Zelaya, foi morto a tiros na última quarta.

“Nós repudiamos de uma forma muito enérgica e com muita indignação este crime”, disse o ex-presidente Manuel Zelaya. Sadloo, mais conhecido como Emo, era um dos mais próximos colaboradores de Zelaya desde o golpe de Estado. O ativista tornou-se famoso ao prometer não cortar a barba até o retorno de Zelaya a Honduras.

Morto a tiros na quarta por um suposto matador de aluguel, Sadloo chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu em frente à sua borracharia em Tegucigalpa.

Emo acabava de voltar de um protesto contra a prisão do ex-ministro de Zelaya, Enrique Flores Lanza, considerada uma violação do acordo de Cartagena, firmado com o atual governo e que permitiu o regresso de Zelaya e de todos os exilados.

Zelaya antecipou que irá se reunir com dirigentes do movimento social para deliberar ações de protesto ao assassinato. Para ele, a morte do companheiro possivelmente foi encomendada e representa “um atentado direto” contra seu agrupamento político. “Nos sentimos agredidos com este crime contra Emo, nosso grande amigo que deixou de existir, mas pelo qual iremos chorar para sempre.”

O atual presidente de Honduras, Porfírio Lobo, informou em uma coletiva de imprensa na sede do governo, que uma investigação irá determinar se o assassinato teve motivos políticos.

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