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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sim, nós podemos... lamber os pés dos piores brancos

Por Celso Lungaretti
No Náufrago da Utopia

Barack Obama vive semana das mais desmoralizantes.

Deixou de intervir para salvar a vida de um negro que, tudo indica, foi sentenciado à morte tão somente por ser negro, pois o que existia no processo seria insuficiente para condenar até Adolf Hitler.

E acaba de antecipar o que tudo mundo já sabia: vai vetar o reconhecimento do Estado palestino como membro pleno da ONU.

Sim, nós podemos... continuar estuprando os valores civilizados para favorecer um dos piores estados transgressores da atualidade.

Sim, nós podemos... esquecer o ideal da justiça entre as nações e atuar sempre em benefício de quem não passa de um grande filho da puta, mas é nosso filho da puta.

Sim, nós podemos... dar a Israel uma licença para matar, qual seja a certeza de que vetaremos no Conselho de Segurança da ONU todas e quaisquer resoluções contra seus massacres.

Sim, nós podemos... frustrar os negros que pensavam estar elegendo um irmão, ao comportarmo-nos na Casa Branca como um repulsivo negro dos brancos.

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