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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

No UOL: Atrasada, obra da Arena das Dunas cede lugar ao Carnatal




A matéria só esqueceu de mencionar que o vice-prefeito, Paulinho Freire (PP), é um dos donos do evento.

Do UOL

A Arena das Dunas, estádio que está sendo construído em Natal (RN) para receber os jogos da Copa do Mundo, foi o último a entrar em obras entre as arenas do Mundial. O início dos trabalhos se deu no dia 15 de agosto deste ano, com os serviços de terraplanagem. O estado foi o último a fechar negócio com uma construtora, a OAS, e a empreitada só atingirá o ritmo necessário após a demolição do estádio Machadão e do ginásio Machadinho, localizados exatamente onde será a nova arena.
Apesar disso, a demolição do estádio só poderá acontecer a partir da segunda semana de dezembro. É que a área escolhida para erguer o estádio para 42 mil pessoas é a mesma onde acontece o Carnatal, tradicional micareta (carnaval fora de época) do Rio Grande do Norte que é o principal evento do calendário turístico de Natal. A folia está marcada para os dias 1, 2, 3 e 4 de dezembro, datas em que a obra terá que ser paralisada. E, antes da festa, nada de demolição.

A situação é justificável. A cada edição, o Carnatal atrai 1 milhão de foliões por noite de evento, gera 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos, segundo o Sine-RN (Sistema Nacional de Empregos). Estrela da agenda de eventos da cidade desde 1991, a micaereta é tão importante cultural e economicamente para Natal que a Secopa-RN (Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo) se coloca em posição defensiva quando o assunto é perturbar a festa.
Em junho, o secretário da Secopa, Demétrio Torres, após tentativas fracassadas junto à empresa organizadora do Carnatal para mudar o local do evento, anunciou que havia-se chegado a um entendimento. "Eles (a empresa organizadora) pediram para isolar o mínimo possível de área (em obras), o que foi atendido", contou.
A fala do secretário era quase uma justificativa para as reduções que sofrerá o evento em virtude das obras para o estádio da Copa: o tradicional "Corredor da Folia" não será montado em torno das arenas Machadão e Machadinho, e o percurso terá que ser reduzido em 800 metros, passando a ter três quilômetros de extensão.
Nada que gere perda de interesse dos foliões, que vão desembolsar, em média, R$ 500 para participar da festa, que terá Chiclete com Banana, Ivete Sangalo e Asa de Águia, entre outras estrelas do Axé da Bahia.
Projeto perde cobertura
O projeto original da Arena das Dunas, de R$ 420 milhões, previa que 100% dos 42 mil lugares (10 mil deles tornados removíveis a posteriori) estariam sob cobertura contra a chuva e o sol. O governo estadual anunciou na quarta-feira, porém, haverá 10 mil assentos sem cobertura, graças a uma alteração realizada no projeto inicial para baratea-lo em 5%. É que a primeira licitação feita pelo Estado à procura de interessados em construir a arena resultou deserta.
Foi preciso reduzir custos para que empresas como a vencedora do segundo certame (Odebrecht) se convencessem da viabilidade e potencial de retorno do negócio, em uma praça esportiva que não conta com equipes que normalmente disputam os principais campeonatos nacionais.
“Esta mudança foi feita normalmente, do primeiro para o segundo edital. A Fifa tomou conhecimento e autorizou”, explicou-se o secretário Demétrio Torres. Outras simplif

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