Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Minas Sem Censura quer apuração e punição de “arapongagem” de Anastasia
Por Conceição Lemes No Vi o Mundo
Os diretores do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de
Minas Gerais (Sind-UTE/MG) notaram há, pelo menos, uns dez dias que a
sede da entidade e professores estavam sendo vigiados por policiais à
paisana. A categoria, em greve há 95 dias, reivindica o piso salarial,
que o governador Antonio Anastasia (PSDB) se recusa a pagar.
Nessa terça-feira, 6 de setembro, o deputado estadual Rogério
Correia (PT), líder do Movimento Minas Sem Censura, esteve na sede do
Sindicato, em Belo Horizonte, para averiguar o que estava acontecendo.
Lá, ele e Beatriz Cerqueira, coordenadora do SindUTE, flagraram, na
porta da instituição, um carro parado. A placa foi checada.
Informalmente, Correia obteve a informação de que ela seria de acesso
restrito e de uso do serviço reservado da Polícia Militar mineira. O
motorista não quis se identificar nem responder as perguntas de Correia.
O vídeo mostra abordagem do motorista pelo parlamentar.
À noite, no twitter, @rogeriocorreia em resposta @gersoncarneiro antecipou o que pretende fazer.
Rogério Correia denuncia ao Viomundo: “Trata-se de um flagrante de espionagem e intimidação envolvendo prováveis ‘arapongas’ do governo Anastasia”.
Em função disso, o Movimento Minas Sem Censura, por iniciativa dos
deputados Rogério Correia e Durval Ângelo, ambos do PT, adotarão as
seguintes medidas:
1) Nesta quinta-feira, 8 de setembro, representante da Secretaria
Nacional dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República,
estará em Belo Horizonte para acompanhamento do caso. O que inclui a
discussão de medidas de proteção individual aos dirigentes sindicais,
vítimas da operação clandestina denunciada.
2) Na segunda-feira, 12, os deputados e sindicalistas também
representarão na Ouvidoria de Polícia do estado e no Ministério Público
estadual, solicitando a apuração dos fatos, a identificação do
suspeito, se o veículo é do patrimônio estadual ou se é tão “frio”
quanto sua placa. Se o suspeito de espionagem e intimidação for dos
quadros da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deveria ter se
identificado ao deputado Rogério Correia, quando solicitado. A recusa
em se identificar perante a autoridade e falsear informação constituem
faltas disciplinares graves.
3) Caso a PMMG e seu comandante Renato Vieira de Souza não adotem
as medidas funcionais exigidas para um evento desse tipo (registrar a
ocorrência e iniciar a correta investigação dos fatos), o Movimento
Minas Sem Censura solicitará a apuração das responsabilidades e, de
pronto, o afastamento do comandante da corporação.
4) Somando-se ao flagrante ocorrido, há ainda que se apurar possível
violação de sigilo telefônico dos sindicalistas e deputados que apóiam
o movimento grevista. Prevaricação, condescendência criminosa,
violência arbitrária, são alguns dos crimes que podem ter ocorrido
nesse processo de espionagem e intimidação. Confirmada a ilegalidade da
ação, os custos das mesmas devem ser ressarcidos aos cofres públicos.
Isso, sem prejuízo de outras ações, como por danos morais, por exemplo.
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