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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Líbia: Americanos encontraram-se com Gaddafi até o início de agosto

Do UOL

O republicano Dennis Kucinich chega a reunião do CongressoAmericanos influentes aconselharam o ditador líbio Muammar Gaddafi desde o início do levante popular em fevereiro, segundo indicou a Al Jazeera
O produtor do canal Al Jazeera, Jamal Elshayyal, teve acesso ao prédio onde funcionava a sede da Inteligência líbia em Trípoli, que foi destruído pelos bombardeios da Otan. Lá era o escritório era do chefe da Inteligência, Abdullah Alsinnousi, que era um dos homens mais fortes e temidos do governo.
Em meio à confusão causada pela destruição, Elshayyal encontrou papeis que indicam ser minutos de um encontro entre funcionários do regime líbio --Abubakr Alzleitny e Mohammed Ahmed Ismail-- com David Welch, ex-assistente do secretário de Estado da administração George W. Bush.
Welch foi quem, em 2008, intermediou as negociações para reestabelecer relações diplomáticas entre a Líbia e os EUA.
Nos documentos, está registrado um encontro no dia 2 de agosto de 2011, no hotel Four Season no Cairo (Egito), entre Welch e os funcionários de Gaddafi.
Welch teria dado conselhos de como vencer a guerra de propaganda. Os documentos indicam também que uma personalidade política americana aconselhava os líbios em como vencer a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e os EUA.

Além disso, há conselhos de como enfraquecer o movimento rebelde com ajuda da Inteligência estrangeira.
Segundo a Al Jazeera, no documento pode-se ler: "Qualquer informação relacionada à Al Qaeda ou outra organização extremistas devem ser encontradas e passadas para a administração americana, mas via agência de Inteligência de Israel, Egito, Marrocos ou Jordânia. Os EUA irão ouvi-los".
Também havia, de acordo com o produtor, envelopes endereçados ao filho de Gaddafi, Saif Al-Islam, em que constava um resumo de uma conversa entre o parlamentar americano Denis Kucinich, que se opôs à política dos EUA na Líbia, e um intermediário do filho de Gaddafi.
O parlamentar queria, entre outras coisas, informações que ligassem os rebeldes à Al Qaeda ou mostrasse corrupção no CNT (Conselho Nacional de Transição).
Kucinich também queria informações necessárias para que ele pudesse fazer lobby para suspender o apoio americano ao CNT e à intervenção da Otan na Líbia.
Um porta-voz da departamento de Estado dos EUA disse que Welch é um "cidadão comum" e não levava "nenhuma mensagem do governo americano". A Al Jazeera informou que Welch não a atendeu.
Dennis Kucinich, por sua vez, divulgou um comunicado dizendo que: "o documento era de um burocrata líbio para outro, que prova que os líbios estavam lendo o [jornal] 'Washington Post' (...) não há nada que eu possa fazer sobre o que os líbios colocam nos seus arquivos".

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