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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Decisão sobre filiação ao PSD fica para a próxima semana

Ricardo Motta conversa, em Mossoró, com Rosalba Ciarlini
Da Tribuna do Norte

O vice-governador Robinson Faria, que comanda o PSD no Rio Grande do Norte, afirmou ontem que os parlamentares que anunciaram segui-lo na nova legenda vão cumprir a promessa. Mas não há garantia de que os seis deputados estaduais permanecerão sob o comando de Robinson. É que o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, não respondeu perguntas nesse sentido e afirmou que as decisões políticas desse processo serão tomadas pelo grupo, que se reunirá na próxima semana para definir a situação. Robinson crê que a sua legenda receberá o fortalecimento político de Gesane Marinho, Vivaldo Costa, José Dias, Raimundo Fernandes, Gustavo Carvalho e do próprio Ricardo.

Ao ser perguntado se os seis deputados iriam se filiar ao PSD, o vice-governador não titubeou: "Claro, somos unidos, um grupo que vem desde o PMN em um projeto que deu certo, em 2006, principalmente, quando ficamos com (a então governadora e candidata à reeleição) Wilma (de Faria) e Garibaldi Filho era o franco favorito. Na ocasião, fizemos a diferença". Apesar desse otimismo, Robinson sabe que existem entraves na concretização relacionada à filiação dos deputados.

Em um primeiro momento, Ricardo Motta pareceu estar em sintonia com o vice-governador ao dizer que recebeu a oficialização do PSD com euforia. "Todos os que formam o grupo de Robinson falam a mesma linguagem. Vamos estar satisfeitos e afinados com o que vier para fortalecer", afirmou Ricardo Motta, em Mossoró, onde foi realizada ontem a sessão da Assembleia Legislativa. Quando perguntado sobre quando seria a sua filiação, o tom da resposta foi outro: "Esse assunto será tratado com todos em grande mesa, como sempre foi discutido. Ninguém está falando em filiação ou 'infiliação'. O tema da política será tratado com todos os deputados", afirmou.

O certo é que o assunto incomodou Ricardo Motta e ele não quis fazer afirmações definitivas. Outra pergunta que ficou sem resposta foi relacionada à sua permanência no PMN, se tal fato estaria relacionado à sua ascensão à presidência da legenda. "Tudo isso será discutido com o grupo", disse. Especula-se que, além de Ricardo Motta, os deputados Vivaldo Costa, Gustavo Carvalho e Raimundo Fernandes não iriam mais se filiar ao PSD.

Quem não gostou dessa possibilidade foi o deputado estadual Antônio Jácome, que assumiu o comando do PMN com a saída de Robinson para o PSD. Ele não acredita que a permanência de Motta no PMN esteja condicionada a assumir o comando do partido. "Não briguei para se presidente e não pedi. Foi um convite da Executiva nacional. Não acredito que ele agiria dessa forma. Ele sabe que imposição e atropelamento na política são palavras que não soam bem", comentou.

Mesmo assim, frisou que o presidente da Assembleia continuará sendo bem tratado no PMN. "Não pelo fato dele ser o presidente da Assembleia, e sim por ser um deputado veterano, experiente e de família tradicional na política. Será bem-vindo se permanecer", disse.

Líder de bancada descarta adesão automática

Ainda sem quinhão na Esplanada, o apoio do PSD ao governo Dilma Rousseff não será automático. Convidado a participar da reunião semanal de partidos aliados na Câmara, o líder do novo partido, deputado Guilherme Campos (SP), fez questão de declarar que a sigla "nasce independente". A expectativa do PSD é formar uma bancada entre 55 e 60 deputados, dois senadores e lançar candidatos a vereador em todos os municípios nas eleições de 2012.

"A simbologia de estar participando de uma reunião da base destrói qualquer discurso", argumentou Campos, ao recusar o convite do líder do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo o petista, o governo avaliou positivamente a criação do PSD. "A maioria que formou o PSD votou favorável ao governo em boa parte dos temas propostos. A minha expectativa é que o partido venha a compor a base do governo", disse Vaccarezza.

O partido do prefeito Gilberto Kassab ainda não fez uma projeção do número de candidatos a prefeito que deverá disputar as eleições municipais, segundo informou Campos. "Qualquer número neste momento é chute. A procura pelo partido cresceu muito nos últimos dois dias", afirmou.

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