Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Vem aí o "acordão" da direita para eleições do ano que vem

Será que a imprensa natalense, em particular o Jornal de Hoje, vai tratar por acordão?  Ou não é acordão se é feito pela direita?  
Em 2008, foi o diário de Marcos Aurélio de Sá quem colou a pecha de acordão à candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT).  Será que ele vai usar agora a mesma expressão?


Do Portal No Minuto:


Em almoço nesta quarta-feira (10), em Brasília, o marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), Carlos Augusto Rosado (DEM), o senador José Agripino Maia (DEM), o ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho (PMDB) e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) selaram uma espécie de "acordão" entre as duas legendas com vistas à sucessão natalense em 2012.

Entre uma e outra garfada, o democrata e os peemedebistas acertaram que a estratégia inicial é que cada sigla lançará candidato próprio na capital potiguar e, num eventual segundo turno, haveria uma "convergência" em torno daquele que avançar na disputa.
Garibaldi, em entrevista à nossa reportagem, disse considerar "muito cedo" ainda para se discutir nomes de eventuais candidatos e ponderou que, antes, é preciso "ouvir os partidos".

“Ainda é cedo para falar sobre nomes das alianças e formação de chapas. Vamos ouvir os partidos, os militantes do Rio Grande do Norte, mas a ideia é que cada partido indique um nome e depois poderá haver uma convergência no segundo turno”, comentou.

O ministro disse acreditar que, dessa maneira, o partido dará oportunidade aos correligionários que queiserem opinar sobres as eleições municipais. “É a tese da candidatura: dar oportunidade aos que querem disputar as eleições”, explica.

O almoço entre os líders do DEM e do PMDB confirma as notícias veiculadas pela imprensa nacional sobre a negociação entre as legendas para as eleições em pelo menos três capitais - São Paulo, Salvador e Natal. Ainda que falem em união somente no segundo turno na capital do RN, a estratégia pode ser revista e, assim, os peemedebistas poderiam indicar o vice na chapa encabeçada pelos democratas - possivelmente com a candidatura do deputado federal Felipe Maia.

Há duas semanas, na solenidade de posse do ex-prefeito de Caicó, Roberto Germano, como novo superintendente da Funasa no RN, Henrique afirmou que não via "impedimentos" para uma aliança entre PMDB e DEM em Natal. Agora, as conversas saíram dos bastidores e todos admitem a intenção de fechar o acordo para 2012.

Além da sucessão natalense, o cardápio do almoço incluiu, ainda, a adesão de Henrique Alves à gestão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Assim como fez em 2008, quando pediu voto contra a prefeita Micarla de Sousa (PV) e, mais tarde, ingressou na gestão municipal, o peemedebista combateu a eleição da democrata em 2010, mas, agora, prepara-se para aportar no barco governista.

O apoio "administrativo" - como assinala o deputado - de Henrique à governadora Rosalba não chega a ser uma novidade, porque o peemedebista vinha, há algum tempo, emitindo sinais dessa aproximação. Líder do PMDB na Câmara, o potiguar é um dos interlocutores mias influentes do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), a quem os democratas, sob a liderança de José Agripino, faz oposição sistemática.

Comentários

Postagens mais visitadas