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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sobrevivente de massacre na Noruega escreve para atirador: 'Você fracassou'

Do Opera Mundi:

"Querido Anders Behring Breivik. Não responderemos o mal com mal, como você gostaria. Combateremos o mal com o bem. E venceremos”. A mensagem de tolerância aparece em uma carta escrita pelo jovem Ivar Benjamin Oesteboe, que sobreviveu ao atentado na ilha de Utoeya, na Noruega, ao atirador, responsável por 77 mortes -- 69 na ilha e oito em uma explosão em Oslo. A carta foi divulgada nesta segunda-feira (01/08) na rede social Facebook e reproduzida pelo jornal norueguês Dagbladet.

Reprodução

"Você não pode nos alcançar, pois somos maiores do que você", escreveu Oesteboe


"Você pensa que venceu porque matou meus amigos e meus companheiros. Pensa que destruiu o Partido Trabalhista, mas acreditamos em uma sociedade multicultural. Você fracassou", afirmou Oesteboe, de 16 anos. Ele perdeu cinco amigos no atentado. "Você se descreve como um herói, um cavaleiro. Mas não, você não é um herói. Uma coisa está clara: você criou heróis. Em Utoeya, naquele dia de julho de calor, você conseguiu criar alguns dos maiores heróis do mundo", escreveu o adolescente.

Oesteboe e alguns colegas se esconderam após escutarem os tiros disparados por Breivik e esperaram a policia chegar. Em entrevista ao jornal Dagbladet, o sobrevivente contou que o atirador os enganou por estar vestido com um uniforme do corpo de segurança norueguês. "Chamamos Brevik, mexendo os braços. Ele estava tentando tranquilizar quem estava ao seu redor, mas, de repente, deu a volta e começou a disparar”, contou o jovem ao Dagbladet, segundo a agência AFP.

Oesteboe finalmente conseguiu se salvar quando a polícia chegou à ilha, às 18h25 (horário da Noruega), mais de uma hora depois do início do tiroteio. "Vou te explicar como funcionou seu plano. Você conseguiu ser o homem mais odiado da Noruega. Muitos estão furiosos com você; eu, não. Não pode nos alcançar, somos maiores que você”, concluiu o garoto na carta.

Breivik, fundamentalista cristão e ultradireitista, exigiu em seu último depoimento a renúncia do governo de Jens Stoltenberg em troca de uma declaração íntegra sobre seus ataques. Além do duplo atentado, Breivik teria  planejado outros ataques a bomba contra o Palácio Real de Oslo e a sede do partido social-democrata do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

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