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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sobre o acordo da dívida americana

Ontem à noite, quando os mercados asiáticos começavam o seu funcionamento normal, o presidente dos EUA, Barack Obama, foi à tevê fazer um breve pronunciamento.  Finalmente o acordo havia sido conseguido.  
Pelo menos era assim que vendia nossa mídia.  O título no UOL era Obama anuncia acordo entre partidos para evitar caloteVocê fica esperançoso de que pelo menos o acordo havia sido assinado.  Vai à matéria e não é nada disso.   Aliás, Obama não diz nada diferente sobre acordo do que foi dito e, depois, derrotado no voto, durante todo o fim de semana, quando Câmara ou Senado aprovavam uma proposta que, em seguida, era derrotada na outra Casa.  O anúncio de Obama não traz nenhum resultado concreto.  Nenhuma novidade.  Só o poder de influenciar o mercado financeiro, a partir da Ásia, nesta segunda-feira.  Leia na matéria do UOL, a que está relacionada aquela chamada, abaixo:

Acordo para evitar calote dos EUA será feito no prazo, diz Obama

DE SÃO PAULO
Atualizado em 01/08/2011 às 03h12.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento rápido na noite deste domingo (31) sobre a renegociação do aumento do teto da dívida dos Estados Unidos.


Em um período de aproximadamente cinco minutos, Obama declarou que o acordo será feito dentro do prazo --cuja expiração ocorre em 2 de agosto--, e que "os líderes de ambos os partidos desejam o acordo".
O presidente, no entanto, deu poucos detalhes sobre o pacote acordado e não esclareceu diversas dúvidas, como o valor da elevação do teto da dívida --hoje em US$ 14,3 tri. Em versões anteriores do plano, esse aumento era de US$ 2,4 trilhões, mais que o PIB do Brasil. Esse valor seria suficiente para o governo americano arcar com suas obrigações até 2012.
Obama também disse que o corte de gastos do país deve ser de US$ 1 trilhão ao longo de dez anos. No total, os cortes devem extrapolar US$ 2 trilhões, em uma segunda etapa do plano ainda não detalhada. Tanto os republicanos quanto os democratas concordam com a meta, segundo o presidente.
"Não concluímos ainda. Eu quero alertar os membros de ambos os partidos para que tomem a atitude certa, e para que apoiem esse acordo", declarou o presidente, que também classificou como "devastador" o efeito de um possível calote do país norte-americano.



Após o comunicado, Obama saiu sem falar com os jornalistas.
Em um período de aproximadamente cinco minutos, Obama declarou que o acordo será feito dentro do prazo --cuja expiração ocorre em 2 de agosto--, e que "os líderes de ambos os partidos desejam o acordo".
O presidente, no entanto, deu poucos detalhes sobre o pacote acordado e não esclareceu diversas dúvidas, como o valor da elevação do teto da dívida --hoje em US$ 14,3 tri. Em versões anteriores do plano, esse aumento era de US$ 2,4 trilhões, mais que o PIB do Brasil. Esse valor seria suficiente para o governo americano arcar com suas obrigações até 2012.
Obama também disse que o corte de gastos do país deve ser de US$ 1 trilhão ao longo de dez anos. No total, os cortes devem extrapolar US$ 2 trilhões, em uma segunda etapa do plano ainda não detalhada. Tanto os republicanos quanto os democratas concordam com a meta, segundo o presidente.
"Não concluímos ainda. Eu quero alertar os membros de ambos os partidos para que tomem a atitude certa, e para que apoiem esse acordo", declarou o presidente, que também classificou como "devastador" o efeito de um possível calote do país norte-americano.


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