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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sobre agressões e almoços de desagravo

A jornalista Eliana Lima se sente agredida pelo que disse o secretário Benito Gama, a ela, pelo twitter. E tem toda razão. Ontem mesmo expressei minha solidariedade a ela.
E se acha que precisa de um almoço de desagravo, é seu direito e de seus amigos.
Independente de questões pessoais ou ideológicas, a despeito de posições políticas ou partidárias, sempre haveremos de estar solidários a quem sofrer ofensa ou agressão desmedida – multiplicado isso se o agressor estiver investido de figura pública de mais ou menos peso.

No entanto, é lamentável que um daqueles que convoca para o desagravo, ainda citando a deselegância no twitter de Benito Gama, seja dos personagens dessa taba que mais ofende outros – e persegue os desafetos, ou aqueles com quem tem discordâncias políticas e ideológicas.
Alex Medeiros tem usado palavras torpes para agredir Daniel Menezes da Carta Potiguar, assim como usa palavras assim para me agredir há pelo menos três anos – em sua coluna, no seu blog ou no twitter. A coisa mais leve de que me chamou foi filho de goiamum. Não houve almoço em desagravo a mim – que acho efetivamente desnecessário -, apesar de eu ter recebido irrestrita solidariedade de tantos. Muitos inclusive se solidarizaram e me disseram, em off, que Alex não valia minha preocupação, continua se confraternizando com ele. É como se de forma torpe me dissessem, mesmo que meus amigos, que suas palavras não valem muito – ou que não podem ter a ousadia de se expor em nome da justiça, como poucos fazem. Eu e Daniel Menezes, por exemplo.
Lamento que Eliana, a agredida e, por isso, digna de toda a nossa solidariedade, aceite o desagravo numa mesa de almoço de alguém que, agressor, até prejuízo à vida profissional dos agredidos tem provocado. Alguém que mereceria receber o repúdio de todos.

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