Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal
Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
O primeiro anônimo se contradisse.
ResponderExcluirPrimeiro, ninguém defendeu malandro - nem no meu texto, nem na matéria da Folha, nem na cobertura.
Segundo, se uma maldade não justifica a outra - e o crime cometido por um policial é ainda mais grave - os textos e as críticas têm razão. O comentário, logo, é despropositado.
O segundo anônimo se equivoca ao pensar que só defende questões assim quem nunca foi vítima de violência. Minha família já foi vítima de violência, já teve arma apontada por bandido no rosto. Um dos grandes amigos e militantes de DH no RN, Daniel Pessoa, teve irmão e pai assassinado - e ele mesmo foi vítima de um atentado. O fato não muda o princípio, para quem o tem.