Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

PiG (*) instiga militares ao Golpe. Qual a novidade ?

Do Conversa Afiada:








Saiu na primeira pág. da Folha (**):


“Dilma faz reunião para tranqulizar (sic) militares”


Lá dentro, na pág. A8, sabe-se que a autora da “reportagem” é Eliane Catanhêde, arrolada entre as viúvas de Johnbim.


E que a Catanhêde elegeu o general Augusto Heleno  “porta-voz informal do Exército”.


O general Augusto Heleno revela-se um “provocador de pijama”.


Clique aqui para ler sobre a sua aposentadoria.

Segundo a viúva Catanhêde, o general de pijama “mandou um recado” ao Celso Amorim: as Forças Armadas são apolíticas (como se viu em 1964 …) e não querem saber de “comprometimento ideológico”.


(Como se o Johnbim fosse “apolítico” …)


O que o general de pijama, fonte da Catanhêde, talvez não saiba é que o chanceler e ministro da Defesa Celso Amorim tem mais serviços prestados à Pátria do que ele somado a todos os Comandantes das Forças Armadas.


Toda a suposta “crise militar”, com a escolha de Celso Amorim, é lorota sem fonte identificada.


O Estadão chega ao delírio galático. 


Diz que a Dilma disse, no encontro com os comandantes para tratar da nomeação de Amorim – clique aqui para ler “O que a Dilma disse e o que a Folha (*) disse que a Dilma disse” – que Amorim não vai rever a Lei da Anistia.


Como se o Ministro da Defesa substituísse o Legislativo.


Ou pudesse rever a decisão irrecorrível da Corte de Direitos Humanos da OEA, onde a Lei da Anistia brasileira foi fragorosamente derrotada, apesar da brilhante defesa de Sepúlveda Pertence. 


O PiG (*) decidiu voltar ao labirinto do Golpe.


À porta dos quartéis.


O que dá uma idéia de como era perigoso manter Nelson Johnbim no Ministério da Defesa.


(Clique aqui para ler – “a decisão foi política; Johnbim queria ser o Pinochet”.)


Johnbim podia ser o Amaury Kruel da Dilma.


(O comandante muy amigo que trai na 25ª. hora.)


O Golpe militar é a ultima ratio do PiG (*) e seus megafones no  Congresso.


Clique aqui para ler sobre o Golpe a ser desfechado a partir da televisão, segundo o depoimento de Rodrigo Viana e a decisão da Globo de levar Celso Amorim para o paredão.


São a mesma Globo e o mesmo diretor de jornalismo, Ali Kamel, que deram o Golpe na eleição de 2006 –clique aqui para ler “O primeiro golpe já houve; falta o segundo”.


E o Paulo Bernardo não quer a Ley de Medios …


Em tempo: segundo amiga navegante baiana, o que a presidenta fez na reunião desta sexta-feira com os comandantes miltares foi o que se chama de “chamar na chincha”. Expressão dicionarizada em “Dicionário de Expressões Populares da Lingua Portuguesa”, de João Gomes da Silveira, Editora Martins Fontes, pág. 148.




Paulo Henrique Amorim




(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Comentários

Postagens mais visitadas