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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Meninos, eu vi

Por Fábio DeSilva
Do Diário do Tempo

Constrangimento foi a palavra dessa noite (durante a exibição do filme de Walter Carvalho no TCP, com a presença do autor, relatado em post mais abaixo), de todos os lados, mas principalmente por parte do público e do convidado.

Isso só mostra o descaso com que o audiovisual potiguar é tratado em terras sucupirais. Que nos sirva de lição e alerta, pois, para termos um setor organizado e competitivo, jamais podemos deixar furos como estes.

Ponto positivo para o Walter Carvalho que ficou conversando com o público em total respeito aos ali presentes e se colocou à disposição para a restauração do filme Boi de Prata de Augusto Ribeiro Jr. Vale também ressaltar a atitude de Mary Land Britto, cineasta local que num ato de extrema generosidade, sem ter a responsabilidade pelo evento, colocou a cara a tapa e foi tentar resolver o aparentemente irresolvível evitando que o Walter fosse embora.

Quanto à FJA, fica o recado: respeito, respeito ao cinema e ao que se pretende fazer da sétima arte em terras de Poti, começa em casa.

E tenho dito!

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