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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#ForaMicarla: Mais fortes são os poderes do povo!

Publiquei diversos textos nos últimos dias denunciando a manobra da bancada governista na Câmara Municipal de Natal que tenta inviabilizar a CEI dos Contratos, quebrando, assim, o acordo assinado com o coletivo através da mediação da OAB e que possibilitou o fim do ocupação da CMN em junho.
Reproduzi textos de jornais e de portais.  Publiquei especialmente três posts em que demonstro que o joguete da situação com os abandonos de Franklin Capistrano e Heráclito Noé visam inviabilizar a CEI.  Depois disso, Chagas Catarino deu o recado de que só trabalha quando os novos indicados forem nomeados.  E ameaçou deixar a CEI e acabar com a investigação.
A CEI não foi uma conquista da oposição da Câmara, ainda que reconheça o valor dos nossos vereadores. A CEI foi uma conquista do povo nas ruas.  Suspendê-la ou anulá-la é um desrespeito ao povo.  Quem assim agir precisa ser derrotado nas urnas de 2012.
Publiquei esse texto e esse aqui no blog.  Publiquei esse no Vi o Mundo (depois o republiquei aqui).  Conclamava o povo que nas ruas conquistou essas vitórias a voltar às ruas.  "Mais fortes são os poderes do povo", já dizia o Corisco de Glauber Rocha.
Nesta tarde, fui surpreendido com uma mensagem no twitter que dava conta de que o líder da prefeita, que tem agido como leão de chácara dela, Enildo Alves, ainda sem partido, me desancava no plenário da Câmara.  Ao ligar a tevê aqui no trabalho, vi que ele lia esse texto publicado no Vi o Mundo, do Azenha.
Resumidamente, chamou a mim e ao #ForaMicarla de anti-democráticos por não aceitarmos que o acordo conseguido com luta fosse deixado de lado por uma manobra situacionista.
A acusação me fez pensar que realmente eu tenho um sentido de democracia diferente da alguém que tenta dar um golpe na população.  Na minha concepção de democracia, a vontade do povo não é ouvida somente nas eleições, mas o povo na rua é elemento importante para as lutas e viabilizações do jogo democrático.
É por isso que o Acampamento Primavera Sem Borboleta já é referido na sua dimensão histórica.  Enildo, por seu turno, se apequena cada vez mais na tarefa inglória - e corajosa, como disse Adão Eridan (PR) - de defender a prefeita.

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