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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#ForaMicarla: CEI dos Contratos e o boicote governista



Do Blog de Kallyna Kelly

Na tarde desta segunda-feira (29), no plenário da Câmara de Vereadores de Natal, teve início a primeira rodada de depoimentos dirigidas ao primeiro escalão da prefeitura do Natal, na CEI dos Contratos, com direito a transmissão ao vivo pela TV Câmara.

Os primeiros convidados foram a controladora Regina Mota, o Procurador Bruno Macedo, o secretário de Planejamento Antônio Luna e o secretário chefe da Casa Civil Kalazans Bezerra.

Com respostas evasivas e pouco elucidativas, nesse primeiro momento pareceu que a ordem do discurso que deveria ser adotado pelo time de frente da prefeita seria o do “desconhecimento”.
Regina Mota confessou ser fiadora do prédio onde hoje está instalada a Controladoria. Antônio Luna levou uma colinha de casa onde as respostas eram SIM ou NÃO, e que isso bastasse ao seu inquisidor. Kalazans Bezerra se furtou, por várias vezes, em responder os questionamentos, isso entre um entrevero e outro com o vereador Raniere Barbosa. Um pouco mais polido e economizando menos nas palavras, Bruno Macedo foi quem fez mais o uso da palavra.

Mas a surpresa maior ficou por conta do vereador Franklin Capistrano (PSB) que, logo no início dos trabalhos investigativos da tarde desta segunda-feira, entregou à Presidente da CEI, vereadora Júlia Arruda, formalização do pedido de sua saída da Comissão. Alegação: motivos pessoais. Franklin negou que tenha sido coagido pela prefeita para tomar tal decisão.

Apesar da segunda baixa, o vereador Edivan Martins, presidente da Casa, assegurou a indicação de novos membros e a continuidade dos trabalhos da CEI.

A presidente da CEI se pronunciou solicitando do vereador Edivan Martins e Júlio Protásio que ocupassem as vagas da Comissão. Júlio, fazendo uso da palavra, externou seu espanto com o anúncio “unilateral” de Capistrano, posto que foi uma decisão não discutida dentro do partido, surpreendendo a todos.

Vereadora Sargento Regina não perdeu a oportunidade de apontar o vereador Chagas Catarino como o próximo a jogar a toalha, alegando ser uma manobra governista para deixar a CEI somente com ela [Regina] e Júlia, o que a tornaria inviável e a levaria à extinção.

O que fica evidenciado é que, uma vez tendo sido inevitável a instalação da inconveniente CEI dos Contratos, dada a pressão popular insustentável pela Câmara (movimento #FORAMICARLA), tudo está sendo feito para parecer legal a extinção da Comissão. Fica uma nítida impressão de que um boicote está em curso com a saída, um por um, dos vereadores da bancada da prefeita.

A população está esclarecida com relação a existência e insistência para a instalação desta CEI, e qualquer ato escuso e amoral praticado que leve a sua extinção só trará mais desdobramentos desfavoráveis à reputação já tão combalida da prefeita Micarla de Sousa.

Com CEI ou sem CEI, eu só sei que o estrago na imagem da gestão borboleta já foi feito, e não foi pelos jovens acampados, ou pelos “fakes” das redes sociais (segundo a prefeita), ou pelos discursos contundentes dos vereadores da oposição, nem mesmo pelo clamor das ruas. O mérito fica por conta, exclusivamente, do amadorismo e incompetência gestora da Excelentíssima Senhora Prefeita Micarla de Sousa Weber. Uma prefeita Kamikaze.

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