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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Polícia identifica suspeitos da morte de casal no Pará

Da Carta Capital:

Foi divulgado nessa quarta-feira pela Polícia Civil do Estado do Pará os resultados das investigações sobre o assassinato do casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, ocorrido em 24 de maio no assentamento agroextrativista Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna. O mandante do crime, segundo a polícia, foi o fazendeiro pecuarista José Rodrigues Moreira. Os executores, de acordo com a investigação, foram o próprio irmão do mandante, identificado como Lindojonson Silva Rocha Silva, e o comparsa Alberto Lopes do Nascimento.
Foto: Marcelo Lacerda

“Não há dúvidas quanto a autoria e execução do crime”, garantiu o delegado Silvio Maués, diretor de polícia do interior.
A primeira hipótese descartada foi o conflito pela posse de lotes na região. “Ao analisar as acusações feitas em relação a fazendeiros da área, observou-se que não havia mais a disputa pela posse das fazendas na região, em virtude da já haver ocorrido intervenção do Incra há alguns anos”, descreve o inquérito.
Outra hipótese analisada pelos policiais civis foi a atuação do casal na defesa da floresta como motivadora para o crime. “Na análise das informações colhidas, inclusive nas interceptações telefônicas, não foram vislumbradas indícios de envolvimento de pessoas ligadas ao setor madeireiro com a autoria do crime”, aponta o inquérito.
Os fatos apurados pelo delegado apontam que Moreira adquiriu ilegalmente dois lotes de terra dentro do assentamento e tentou à força expulsar os assentados, inclusive com a ajuda da policia de Nova Ipixuna. José Cláudio Ribeiro denunciou a ilegalidade à Comissão Pastoral da Terra e ao Incra, já que a propriedade não poderia ter sido vendida. Moreira teria insistido na expulsão dos assentados e oferecido dinheiro, mas José Cláudio e Maria negavam e tentavam dissuadir os outros assentados de aceitar a venda ilegal.
Nas tentativas de expulsar os assentados, Moreira teria inclusive queimado o barraco de um, enquanto outro teria sido retirado em um camburão da policia. Essas duas famílias estão sob proteção da Força de Segurança Nacional em Marabá. O conflito se intensificou no final do ano passado.

Leia aqui o restante desta matéria.

Aqui a matéria sobre o assassinato do casal.

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