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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Noruega, Murdoch e o ódio racista

Do Blog do Miro:

Dois assuntos foram destaque na semana passada: os sangrentos atentados na “pacífica” Noruega, que resultaram em 92 mortes confirmadas até agora; e as novas revelações sobre as iniciativas criminosas do império midiático de Rupert Murdoch. Ambos têm algo em comum: a perigosa atuação da extrema-direita que dissemina o ódio racial, o preconceito e a violência.

No caso da Noruega, já está confirmado que o autor dos disparos que mataram 85 jovens na Ilha de Utoeya, onde se realizava um acampamento com 600 jovens do Partido Trabalhista, foi o ultradireitista Anders Behring Breivik, um fazendeiro de 32 anos. Já o atentado à bomba em Oslo, que atingiu a sede do governo e causou sete mortes, ainda demandará investigações mais rigorosas.

Ódio aos imigrantes e aos marxistas

Segundo o advogado Geir Lippestad, famoso por defender grupos neonazistas, seu cliente já confessou a autoria da chacina: “Ele disse acreditar que as ações foram atrocidades, mas que eram necessárias”. A polícia encontrou um manifesto de 1.500 páginas em que Anders ataca a imigração muçulmana, prega o ódio aos “marxistas” e ao “multiculturalismo”, e ensina a fazer bombas.

O racista também confessou que planejava os atentados desde outubro de 2009. A mídia tenta vender a idéia de que a chacina foi algo individual, coisa de maluco. Mas a polícia investiga as ligações com grupos nazistas da Noruega e de outros países. A bomba utilizada em Oslo é parecida com a usada no atentado de direita em Oklahoma City (EUA), em 1995, que matou 168 pessoas.

Crise e ascensão dos neonazistas

Para o primeiro-ministro trabalhista Jens Stoltenberg, não está descartada a ação de grupos estrangeiros. “Espero que possamos manter a Noruega aberta e democrática”, afirmou o premiê, que estava na sede do governo na hora das explosões e que iria ao evento da juventude em Utoeya. Ele classificou os ataques como "a maior tragédia nacional desde a Segunda Guerra Mundial”.

Aproveitando-se da crise econômica que afeta a Europa, a direita norueguesa intensificou a propaganda racista. O ódio aos imigrantes é a sua principal bandeira. Atualmente, a extrema-direita é a segunda maior força política da Noruega, tendo obtido 23% dos votos nas eleições parlamentares de setembro de 2009. Esta ascensão abala a imagem de um país “pacífico” – apesar de manter tropas no Afeganistão –, rico exportador de petróleo e com um dos melhores índices de qualidade de vida do planeta.

Leia o restante do texto aqui.

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