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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

@MiguelNicolelis quer espalhar ciência pelo Brasil

Do iG

Foto: Flavio Moraes/Fotoarena

Miguel Nicolelis, durante a Flip, em Paraty: Brasil pode perder a próxima grande revolução científica
Ele poderia estar enfurnado no laboratório, em meio a macacos, computadores e robôs, atrás da descoberta que poderia valer um inédito Nobel a um cientista brasileiro. Mas o paulistano Miguel Nicolelis acredita no poder transformador da ciência na sociedade.
O neurocientista, que pesquisa as interações entre cérebro e máquinas na Duke University, nos Estados Unidos, viaja o País para divulgar seu livro “Muito Além do Nosso Eu” (Companhia das Letras, R$39,50). Em 552 páginas, ele explica ao público leigo os avanços da neurociência, em especial seu campo de estudo, conhecido como interface cérebro-máquina. Ao mesmo tempo, trabalha com instituições de pesquisa do mundo todo em um ambicioso projeto de uma veste robótica que traria o movimento a tetraplégicos. Fanático por futebol, e Palmeirense roxo, o pesquisador planeja dar o primeiro passo (no caso, chute) de seu projeto no jogo inaugural da Copa do Mundo do Brasil, em 2014.
Nicolelis quer ainda que a ciência brasileira de ponta saia do eixo Rio-São Paulo. Além do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, (que conta com uma “filial” em Macaíba, no mesmo estado), ele fundou escolas de ciência para alunos da rede pública do País. São três escolas, em Natal, Macaíba e Serrinha, na Bahia.
Nicolelis recebeu o iG em Paraty, durante a Flip, quando conversou sobre seus projetos, ciência brasileira, política e, como fã de futebol, aproveitou para alfinetar a seleção brasileira.
Leia a entrevista aqui.

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